O vice-presidente da Câmara Federal, deputado Marcelo Ramos (PL), disse que a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao partido, nesta terça-feira (30), deverá ser um momento de festa para os filiados e marcou para amanhã uma conversa com o presidente da sigla, Valdemar da Costa Neto, para iniciar seu desembarque.
A próxima parada do parlamentar, segundo fontes do RealTime1, será o Partido Social Democrático (PSD), sigla comandada pelo senador Omar Aziz no Amazonas.
“Pela lógica do partido eu entendo a decisão de filiar o presidente, mas não é segredo para ninguém que me causará um incômodo”, ponderou Marcelo Ramos, admitindo que, caso permanecesse no partido, ao menos dois deputados federais seriam eleitos no Amazonas: ele e o ex-ministro Alfredo Nascimento.
O deputado amazonense revelou que o cálculo político de Valdemar ao filiar Bolsonaro estima que a bancada federal sairá dos atuais 43 deputados para mais de 60 na eleição do próximo ano, o que turbinará o tempo de TV e o acesso aos fundos partidários e eleitorais do PL.
No entanto, com isso, Marcelo Ramos prevê a formação de uma bancada menos fiel aos interesses do partido e mais aos interesses do presidente.
Outro problema que o ingresso do presidente trará será para a formação de palanques regionais de interesse dos atuais parlamentares do PL, que no Nordeste têm grande aproximação com governadores do PT e do MDB.
“O presidente vai querer vetar essas alianças, já consolidadas há tempos em Estados como Bahia, Piauí e Ceará”, concluiu.
Sobre o futuro político, Marcelo Ramos fez questão de elogiar Valdemar Costa Neto, a forma com que sempre foi tratado e a liberdade que teve para exercer seu mandato na Câmara.
“Amanhã (1º/12), teremos uma conversa. Não quero especular sobre o que vai acontecer, mas se tiver que sair, será pela porta da frente”, garantiu o deputado.
Texto: Gerson Severo Dantas
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