Valores das mensalidades escolares poderão ser reajustados com variação entre 7% e 12% em 2022. Pesquisa divulgada pela consultoria Meira Fernandes, especializada em gestão de instituições de ensino, aponta que 90% das escolas entrevistadas no país reajustaram os preços. No Amazonas, instituições apostam em crescimento de 50% na procura pelo ensino privado em relação a 2019.
A pesquisa compilou informações fornecidas por instituições de cinco estados e que administram o ensino a mais de 25 mil crianças e adolescentes.
Conforme a pesquisa, do total de escolas entrevistadas, 53% informou que pretende reajustar os valores dos contratos entre 7% e 10%; 16,7% elevará os preços entre 5% e 7%; e uma parcela de 9,1% informou que pretende reajustar valores em 12% ou mais.
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Amazonas (Sinepe-AM) informou que não intervém em questões relacionadas aos valores estabelecidos pelas escolas.
“O sindicato não intervém em relação ao valor da mensalidade porque cabe a cada escola definir os preços, com base na planilha de custo”, informou a vice-presidente do Sinepe, Laura Cristina Andrade.
O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM) não soube informar o percentual de reajuste das mensalidades para 2022.
Lei delega autoridade às escolas sobre valores
A Lei Federal Nº9.870/1999 estabelece autonomia para que as escolas definam o valor do contrato anual (que é dividido em parcelas mensais) desde que justificado com base nas despesas. A Lei ainda proíbe cobranças que extrapolem o valor total do contrato, como por exemplo, 13ª mensalidade.
Crescimento na demanda por matrículas
De acordo com a vice-presidente do Sinepe, o segmento está otimista para a retomada nas matrículas para o próximo ano. A previsão é de crescimento de 50% na demanda em relação ao período de matrículas de 2019.
Laura ressaltou que o avanço da vacinação e a manutenção dos protocolos de segurança transmitem segurança aos pais.
“A previsão para as matrículas para 2022 são as melhores possíveis. A procura está crescente principalmente no setor de educação infantil, da educação básica, porque os alunos estavam em casa por conta da pandemia e agora os pais estão se sentindo mais seguros. Acreditamos em crescimento de 50% em relação a 2019”, disse.
Texto: Priscila Caldas
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