O senador Plínio Valério (PSDB) cobrou, nesta quarta-feira (10), a instalação imediata da Comissão Parlamentar de Inquérito das ONGs proposta por ele em novembro do ano passado e que tem 37 assinaturas de senadores, número bem maior que o necessário para a abertura da investigação.
Segundo Plínio Valério, é preciso investigar as atividades dessas instituições ambientais que atuam no território amazônico para poder identificar e separar as que prestam bons serviços das que não estão aptas a atuar na região.
No requerimento, o senador amazonense aponta duas razões para iniciar uma investigação. A primeira é o fato, comprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), de que as ONGs aplicam 80% do que recebem de recursos públicos nelas próprias, pagando salários de colaboradores e por consultorias. A outra razão é a revelação feita pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta de que pagou mais de R$ 400 milhões a ongs ligadas à saúde indígena, mas que o dinheiro era mal aplicado.
Na época da instalação da CPI da Covid, em abril, Plínio havia recebido o compromisso do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), de que a CPI das ONGs seria instalada a seguir, pois o regimento determina que os senadores só podem fazer uma investigação por vez. É esse compromisso que Plínio está cobrando agora considerando o interesse sobre o tema gerado pela realização, até o fim desta semana, da COP-26, a Conferência das Partes das Nações Unidas para a Mudança Climática, que acontece em Glasgow, na Escócia.
“Causaram comoção mundial os indicadores que apontam aumento no desmatamento da Amazônia, assim como o surto de queimadas que assolam a região, com graves efeitos tanto para a preservação do meio ambiente quanto para a imagem do Brasil no plano internacional. As reais dimensões desses graves fatos, assim como a responsabilidade por eles, precisam ser investigadas de forma independente”, afirma Plínio.
Texto: Gerson Severo Dantas
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