quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Petrobras pede autorização para explorar petróleo na foz do Rio Amazonas

Estatal protocolou pedido de Licença Ambiental junto ao Ibama para exploração de petróleo na região onde estão localizados os recém descobertos Corais da Amazônia.
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A Petrobras protocolou um pedido de Licença Ambiental junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a exploração de reservas de petróleo na região da foz do Rio Amazonas – área de sustentabilidade ambiental.

De acordo com reportagem publicada pelo Estadão, a estatal apresentou o documento no último dia 30 de agosto, mas o ato só se tornou público com a publicação de uma nota, na edição da última sexta-feira (22) do Diário Oficial da União (DOU).

A solicitação inclui cinco blocos localizados em água profundas, a aproximadamente 120 quilômetros da costa do Amapá e acontece após o Ibama rejeitar quatro pedidos feitos pela antiga dona das concessões, a petroleira francesa Total E&P. A área é considerada pela Petrobras como sendo “fronteira exploratória de alto potencial na margem equatorial brasileira”.

A exploração de petróleo na região é controversa, já que poderá ameaçar os recém descobertos corais da Amazônia, ecossistema que se estende entre a costa do Amapá, passando pela costa do Maranhão até a Guiana Francesa. Além disso, o Greepeace alerta que a atividade pode causar impactos negativos perturbação ao bem-estar de animais como baleias, golfinhos, tartarugas e peixes-boi, risco de contaminação de um dos maiores manguezais do mundo.

Em fevereiro desse ano, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a transferência dos cinco blocos de petróleo da Total para a Petrobras. A decisão aconteceu após a empresa francesa não conseguir o licenciamento ambiental dos blocos.

Leiloados em 2013, e arrematados pelo consórcio formado entre a Total e a britânica BP, os blocos, localizados em área de extrema riqueza ambiental, nunca obtiveram licenças para exploração petrolífera. O último pedido de perfuração da bacia apresentado pela concessionária foi rejeitado pelo Ibama no ano de 2018.

*Com informações da Agência Estado

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