quarta-feira, 23 de setembro de 2026

BNDES projeta expansão do transporte coletivo em Manaus com 4 corredores de BRT

COMPARTILHE
BRT de Curitiba (Foto: Reprodução/Prefeitura de Curitiba)

Manaus pode ganhar quatro novos corredores de BRT (Bus Rapid Transit) até 2054, segundo um estudo inédito do BNDES em parceria com o Ministério das Cidades.

O investimento estimado é de R$ 2,85 bilhões, conforme dados do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU).

O levantamento aponta que a capital amazonense pode ampliar sua rede de transporte público de média e alta capacidade, com 48 quilômetros de novos corredores, distribuídos entre os eixos extremo norte, norte/leste, área central e extremo sul.

O objetivo é tornar os deslocamentos mais rápidos, econômicos e sustentáveis.

📲 Participe do canal do RealTime1 no Instagram

Mobilidade, economia e sustentabilidade

De acordo com o estudo, a implementação dos BRTs pode reduzir o tempo médio de deslocamento em 6%, o custo operacional por viagem em 8% e evitar a emissão de 34,6 mil toneladas de CO₂ por ano.

Além disso, o impacto econômico da redução no tempo de viagens é estimado em R$ 887 milhões, enquanto os benefícios sociais podem alcançar R$ 1,8 bilhão no cenário padrão e R$ 5,6 bilhões no cenário otimizado.

O ENMU também projeta que a capital poderá evitar até 10 mortes no trânsito por mês, contribuindo para um sistema de transporte mais seguro.

No cenário otimizado — que inclui políticas de incentivo ao transporte coletivo e de desestímulo ao uso do carro — a redução de emissões pode chegar a 8%.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que a proposta fortalece políticas públicas voltadas a “um transporte mais eficaz, menos poluidor e mais seguro”.

Já o ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que os projetos “mostram que o Brasil está se adaptando às mudanças do clima com ações que unem sustentabilidade, mobilidade e inclusão social”.

O documento ressalta que sistemas como o BRT garantem maior eficiência energética, menor custo por passageiro e redução na necessidade de subsídios.

Em Manaus, essa expansão é vista como essencial para enfrentar o crescimento urbano e melhorar a integração entre bairros e o Centro.

O ENMU, iniciado em 2024, já concluiu 87% de suas etapas e prevê a criação de uma carteira nacional de projetos para concessões e parcerias público-privadas (PPPs).

A fase seguinte deve abordar modelos de financiamento, garantias públicas e mecanismos de governança metropolitana, voltados à modernização da mobilidade urbana.

Com essas ações, o BNDES projeta que, até 2054, Manaus e outras capitais brasileiras possam contar com sistemas de transporte mais acessíveis, eficientes e sustentáveis, alinhados às metas de desenvolvimento urbano e ambiental do país.

Confira o estudo na íntegra:

Leia Mais:

COMPARTILHE