quarta-feira, 23 de setembro de 2026

COP30 abre portas para empresas com estratégias sustentáveis e foco em negócios climáticos

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A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) será realizada em novembro de 2025, em Belém (PA), e deve reunir cerca de 200 países, mobilizando lideranças globais em negociações e compromissos sobre mudanças climáticas.

O evento é considerado uma oportunidade estratégica para empresas que desejam ampliar sua visibilidade no debate climático, especialmente com foco em sustentabilidade e ações de descarbonização.

“O fato de o Brasil sediar essa discussão, especialmente em um ano de revisão das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) e de balanço das metas da Agenda 2030, é algo simbólico e potencialmente um ganho importante em termos de posicionamento internacional,” disse Danilo Maeda, Diretor-geral da Beon, uma consultoria da FSB Holding especializada em sustentabilidade estratégica.

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Oportunidades para o setor privado

A COP30 vai além das discussões geopolíticas, com um espaço significativo para a construção de conexões entre o setor público e o privado.

Estima-se que o evento reúna entre 30 mil e 50 mil pessoas em Belém, incluindo representantes de empresas, organismos multilaterais e sociedade civil. Para as empresas, especialmente as envolvidas com sustentabilidade, o evento é uma oportunidade de ampliar a visibilidade de suas ações e estabelecer parcerias estratégicas.

“As grandes corporações, inclusive com atuação no Brasil, estão convencidas da necessidade reputacional de ocupar esse espaço, de apresentar o que têm feito e os resultados obtidos em suas ações de sustentabilidade. É, portanto, um momento estratégico para fortalecer redes de relacionamento,” afirmou Helena Mader, Diretora da Seta.

Novos acordos e parcerias sustentáveis

A COP30 também abre portas para novos acordos entre empresas e investidores. Muitas organizações já estão revisando suas ações e alinhando suas estratégias com a agenda climática, impulsionadas pela presença de investidores interessados em projetos ambientais, conforme reportado pelo Valor Econômico.

Produtos e serviços voltados para a descarbonização das cadeias produtivas terão espaço significativo durante o evento.

“Na Beon, nós temos clientes com iniciativas interessantes, como insumos que reduzem emissões na cadeia agropecuária. Se, por exemplo, uma empresa com esse tipo de ação conseguir estabelecer previamente uma agenda de relacionamento com potenciais clientes, poderá capturar oportunidades de negócio durante a COP30,” disse Danilo Maeda.

Preparação Estratégica das Empresas

Para garantir sucesso durante a COP30, as empresas precisam se preparar adequadamente, com uma análise estratégica do modelo de parceria e a implementação de práticas ESG (ambientais, sociais e de governança).

Segundo Maeda, é importante que as organizações desenvolvam uma argumentação sólida para estar bem posicionadas nas negociações.

“Para celebrar novos acordos, é necessário se preparar tecnicamente. E nosso papel na Beon é justamente fazer essa análise, organizar os discursos e a argumentação da organização para que ela consiga estar nessas conversas numa posição que não represente risco, mas, sim, oportunidade,” afirmou Danilo Maeda.

Oportunidade de contribuir para soluções globais

Empresas que souberem alinhar competência e posicionamento estratégico não só marcarão presença na COP30, mas também se destacarão na imprensa e nos bastidores das decisões globais.

Além disso, algumas empresas terão a chance de contribuir com soluções concretas para os desafios ambientais e climáticos enfrentados pelo mundo.

“A empresa que conseguir alinhar competência e posicionamento estratégico vai marcar presença não só na COP, mas também na imprensa e nos bastidores das decisões. Algumas ainda podem contribuir com soluções concretas para os desafios globais,” concluiu Helena Mader.

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