O Museu Paraense Emílio Goeldi realiza nesta segunda-feira (14/07), às 14h, o quarto encontro do “Ciclo de Diálogos COP30 com Ciência”, com o tema “O contexto amazônico na transição energética e enfrentamento da crise climática”.
O evento ocorre no auditório Paulo Cavalcante, no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi, localizado na Avenida Perimetral, nº 1901, em Belém (PA), e é aberto ao público. A atividade também será transmitida ao vivo pelo canal do museu no YouTube.
A iniciativa é realizada em parceria com a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e com o Cifor-ICRAF, como parte das ações preparatórias para a Conferência do Clima da ONU, a COP30, que será realizada em novembro, em Belém.
O pesquisador do Museu, Goeldi Alberto Akama, destaca a necessidade de debate sobre o tema e a importância de trazer diferentes olhares.
“Precisamos compreender como o governo entende o planejamento estratégico nesse cenário, como o setor privado reage, como a academia olha isso tudo e como as comunidades são afetadas por projetos. Cada olhar traz um ponto de vista diferente”, disse Akama.
A mesa redonda vai contar com a participação do presidente do Ibama, Rodrigo Antonio de Agostinho Mendonça; Patricia Nunes, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE); Ivan Aragão, da Equatorial Energia; o pesquisador Philip Fearnside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa); e Ronaldo Mecenas, da Associação das Comunidades Ribeirinhas Extrativistas da Vila Tauiry. A mediação será do jornalista Fábio Bispo, do InfoAmazônia.
Transição energética na Amazônia
A transição energética está entre os principais tópicos de discussão quando o assunto é COP 30 e mudanças climáticas – transição energética significa a mudança de uma fonte de energia para outra de forma mais sustentável, que reduza as emissões de gases do efeito estufa.
No Brasil e no mundo, a predominância de um modelo energético baseado em combustíveis fósseis está diretamente ligado à aceleração da crise climática, com a emissão de gases do efeito estufa e aumento das temperaturas no planeta.
Com uma transição energética justa, é possível buscar alternativas e modelos focados em fontes de energia renováveis e limpas.
No contexto amazônico, a transição energética reflete diversas questões ainda abertas para a Amazônia, como a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, a instalação de Usinas Hidrelétricas e a instalação de grandes obras de infraestrutura.
A discussão do tema ressalta a importância de investir em soluções descentralizadas e renováveis complementares ao sistema hidrológico da Amazônia.
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