quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Pazuello depõe em inquérito da PF que apura prevaricação de Bolsonaro

O ex-ministro da Saúde começou a depor às 10h e até o momento segue na superintendência da Polícia Federal em Brasília. Pazuello hoje trabalha na cozinha do Planalto.
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O secretário de Estudos Estratégicos da Presidência da República, general Eduardo Pazuello, depôs, nesta quinta-feira (29), na Polícia Federal no âmbito do inquérito que apura um possível crime de prevaricação cometido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante as negociações para a compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin durante o período em que o general foi Ministro da Saúde.

O inquérito foi aberto após o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o diretor de Importação do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda, terem dito à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid que informaram o presidente, em 20 de março, sobre as suspeitas de contrato superfaturado. Na época Bolsonaro prometeu colocar a Polícia Federal para investigar o caso, o que efetivamente ele não fez.

De acordo com os irmãos Miranda, ao ouvir o relato e as suspeitas, Bolsonaro teria dito que o negócio era “coisa de Ricardo Barros”, deputado federal (PP/PR) que é o líder do governo dele na Câmara Federal. Luiz Miranda também relatou uma conversa com Pazuello na qual o ex-ministro lamentava a força de Barros no governo.

“Ele [Pazuello] olhou para a minha cara, com uma cara de descontentamento, e falou assim: ‘Luis, eu não duro mais nem essa semana. É certeza, eu vou ser exonerado. Eu tenho conhecimentos de algumas coisas, tento coibir, e exatamente por eu não compactuar com determinadas situações, eu vou ser exonerado’”, narrou o deputado federal.

Luis Miranda prestou depoimento na PF nessa terça-feira (27). O irmão dele uma semana antes. Agora, chegou a vez de Pazuello.

Texto: Gerson Severo Dantas, com informações do site Metrópoles

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