quinta-feira, 24 de setembro de 2026

PGR pede condenação de Bolsonaro por 5 crimes; entenda quais são e os próximos passos

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Imagem de arquivo de Jair Bolsonaro, usada para ilustrar a condenação do ex-presidente pelo STF.
JEx-presidente Jair Bolsonaro (FOTO: Evaristo Sa/ AFP)

A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.

O pedido foi feito nesta segunda-feira (14/7) e inclui outros sete réus apontados como o “núcleo central” da tentativa de ruptura institucional ocorrida em 2022.

Segundo a PGR, Bolsonaro liderou o grupo, atuando como o “principal articulador” e “maior beneficiário” da trama golpista.

De acordo com a acusação, ele usou o cargo de presidente para tentar impedir a alternância de poder após as eleições de 2022 e enfraquecer o funcionamento do Judiciário.

Além de Bolsonaro, são réus: Alexandre Ramagem (deputado federal), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Mauro Cid (ex-ajudante de ordens), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil).

Eles são acusados de tentativa de golpe, tentativa de abolir o Estado democrático de Direito, dano ao patrimônio público, dano qualificado e participação em organização criminosa armada.

O processo foi aberto em março de 2025, após a denúncia da PGR ser aceita pelo STF. Durante a fase de instrução, entre abril e junho, foram coletados depoimentos, provas e realizadas acareações.

Confira quais acusações a PGR apresentou contra cada investigado:

Jair Bolsonaro

  • Chefiar organização criminosa armada
  • Tentar abolir, de forma violenta, o Estado Democrático de Direito
  • Planejar golpe de Estado
  • Causar danos ao patrimônio da União, com uso de violência e ameaça grave, resultando em prejuízo significativo
  • Depredar bens protegidos como patrimônio histórico

Alexandre Ramagem

  • Participar de organização criminosa armada
  • Tentar eliminar o Estado Democrático de Direito por meios violentos
  • Conspirar para golpe de Estado

Almir Garnier

  • Integrar organização criminosa armada
  • Tentar derrubar o Estado Democrático de Direito pela força
  • Articular golpe de Estado
  • Destruir patrimônio da União com violência e ameaça
  • Danificar patrimônio tombado

Anderson Torres

  • Participar de organização criminosa armada
  • Tentar suprimir o Estado Democrático de Direito por meio de violência
  • Conspirar para golpe de Estado
  • Provocar danos graves ao patrimônio da União
  • Depredar bem tombado

Augusto Heleno

  • Fazer parte de organização criminosa armada
  • Tentar abolir o Estado Democrático de Direito com o uso da força
  • Tentar executar um golpe de Estado
  • Destruir bens públicos federais com uso de violência e ameaça
  • Danificar patrimônio protegido

Mauro Cid

  • Integrar organização criminosa armada
  • Participar de tentativa violenta de abolir o Estado Democrático de Direito
  • Atuar na tentativa de golpe de Estado
  • Provocar danos graves ao patrimônio da União
  • Depredar patrimônio tombado, com redução de pena sugerida devido à colaboração premiada

Paulo Sérgio Nogueira

  • Integrar organização criminosa armada
  • Participar de tentativa violenta de eliminação do Estado Democrático de Direito
  • Tentar executar golpe de Estado
  • Danificar bens públicos com uso de força e ameaça
  • Depredar patrimônio histórico

Walter Braga Netto

  • Integrar organização criminosa armada
  • Tentar abolir o Estado Democrático de Direito com violência
  • Articular golpe de Estado
  • Causar danos graves ao patrimônio da União
  • Depredar patrimônio tombado

Próximos passos do processo

Agora, começa a fase final onde as defesas devem apresentar seus argumentos por escrito. Mauro Cid será o primeiro a se manifestar, com 15 dias de prazo, por ter firmado acordo de colaboração. Em seguida, os demais réus terão prazo conjunto de 15 dias.

Com a conclusão dessa etapa, o processo seguirá para julgamento pela 1ª Turma do STF. A sessão será realizada no segundo semestre de 2025, ainda sem data marcada.

Cada caso será analisado separadamente, e a decisão será tomada por maioria dos ministros.

Confira na íntegra o pedido da PGR:

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