A menos de seis meses da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima que acontecerá em Belém em novembro, o governo do Pará detalha seu ambicioso plano de hospedagem para as mais de 50 mil pessoas esperadas na capital paraense.
O desafio é grande: das 50.554 hospedagens planejadas pelo Estado, apenas 14.091, ou 28% do total, serão em hotéis tradicionais.
As alternativas para acomodar as vastas delegações incluem uma série de opções inovadoras, que buscam suprir a demanda e evitar a escassez de leitos.
Conforme dados do governo do Pará e levantamentos, como o do Poder360, as alternativas para abrigar os participantes vão desde aluguéis por temporada (Airbnb e imobiliárias), que somam 17.020 leitos (34% do total), até adaptações em escolas (4.064 leitos), alojamentos em igrejas (1.399 leitos), motéis (1.682 leitos), barcos regionais (1.543 leitos) e até mesmo a utilização de navios de cruzeiro, que somariam 4.713 leitos.
Uma “vila modular de líderes” também está prevista, com capacidade para 3.859 pessoas, e as Forças Armadas contribuirão com 2.183 leitos. Além disso, a construção de novos hotéis deve adicionar 1.337 leitos à rede.

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), tem se mostrado otimista e proativo em suas declarações sobre a capacidade de Belém em sediar o evento.
Em recentes entrevistas e participações em fóruns, Barbalho reiterou que Belém terá os 50 mil leitos de hospedagem prontos e que “tudo está dentro do prazo, dentro do planejado e estará tudo em pleno funcionamento para bem acolher aqueles que estarão a visitar”.
Um dos pontos mais comentados e de maior preocupação tem sido o preço das hospedagens, com relatos de valores abusivos em plataformas online. Helder Barbalho tem reconhecido o problema.
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“Sem dúvida. Não tenho nenhuma dúvida de que existem operações e operações. E existem algumas operações que, de fato, extrapolam a razoabilidade e se deve, obviamente, ter atenção a essas que estão excedendo”, afirmou o governador em recente entrevista. Ele defende que a entrada de novos leitos e a oferta diversificada devem colaborar para “acomodar os preços”.
Barbalho também tem insistido na contratação dos navios de cruzeiro, que, segundo ele, é de responsabilidade do governo federal e da Embratur.
“O que estamos aguardando e já deveria ter sido concluído é a contratação e a oferta desses leitos para, inclusive, colaborar no sentido de acomodar os preços”, destacou.
Em relação às escolas e à vila modular, o governador tem enfatizado o caráter de legado para a cidade. Serão 17 escolas modernizadas, que servirão como locais de acomodação temporária e, posteriormente, serão devolvidas à comunidade com infraestrutura aprimorada.
A vila modular, que ele descreve como uma espécie de “container”, seria instalada no Parque da Cidade e terá a proposta de ser desmontada após o evento, com o espaço sendo utilizado para a administração pública.
O plano de hospedagem para a COP30 é um dos principais desafios logísticos de Belém, mas o governo do Pará, sob a liderança de Helder Barbalho, busca assegurar que a cidade estará preparada para receber a conferência global, mesmo com a aposta em um modelo diversificado de acomodação.
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