O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (22/5) a proibição da admissão de estudantes estrangeiros na Universidade de Harvard a partir do ano letivo de 2025-2026.
A medida do governo de Donald Trump afeta tanto os novos quanto os atuais alunos internacionais, que terão de ser transferidos para outras instituições nos Estados Unidos.
A proibição veio após o cancelamento da certificação que permite à universidade aceitar estudantes com os vistos F e J, utilizados por estrangeiros em intercâmbio educacional. Sem essa autorização, Harvard perde o direito de receber alunos de fora dos EUA.
A decisão é uma retaliação ao que o governo classificou como “conduta pró-terrorista” da universidade. Em resposta, Harvard chamou a medida de ilegal e reafirmou seu compromisso com a diversidade acadêmica.
A secretária de Segurança Interna, Kristin Noem, acusou a instituição de incentivar violência, antissemitismo e de ter vínculos com o Partido Comunista Chinês. Harvard nega as acusações e afirma que continuará lutando judicialmente contra o governo federal.
Desde que Trump reassumiu a presidência, Harvard se recusou a implementar mudanças exigidas pelo governo, como alterações em sua política de admissão e cortes em programas de igualdade. Como resposta, Washington congelou mais de US$ 2,2 bilhões em verbas destinadas à universidade.
A disputa entre Trump e Harvard representa um dos episódios mais tensos entre o governo e o setor acadêmico nos EUA.
A universidade, uma das mais tradicionais do mundo, abriga estudantes de mais de 140 países e depende de recursos federais para manter parte de suas atividades, especialmente em pesquisa científica e médica.
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