quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Salário, aposentadorias e doações por PIX: quanto Bolsonaro recebe por mês

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No último fim de semana, o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, publicou um vídeo nas redes sociais pedindo novas doações ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, Bolsonaro já gastou cerca de R$ 8 milhões dos R$ 17 milhões arrecadados em uma vaquinha virtual feita há dois anos.

“Vocês não têm noção da nossa preocupação com as despesas, centenas e de várias origens. Em apenas um ano foram gastos em torno de R$ 8 milhões”, afirmou Machado.

Mesmo fora do poder, Bolsonaro mantém uma rede altamente ativa de apoiadores e uma estrutura de arrecadação por doações via PIX, que se somam à sua alta renda mensal.

Atualmente, o ex-presidente soma uma renda mensal de cerca de R$ 100 mil. Ele recebe R$ 46 mil de aposentadoria da Câmara dos Deputados, onde foi deputado por quase 30 anos, R$ 11 mil do Exército, como capitão reformado, e R$ 41 mil do PL, por exercer o cargo simbólico de presidente de honra do partido.

Apesar dessa renda, as doações continuam sendo apresentadas como fundamentais para cobrir gastos, especialmente os jurídicos. Bolsonaro é réu no STF por suspeita de envolvimento em uma tentativa de golpe contra o resultado das eleições de 2022.

Gilson Machado também mencionou outro motivo para o aumento dos custos: o apoio financeiro ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado do cargo e morando nos Estados Unidos.

“Agora aumentou a despesa dele. Vi ele preocupado com alguns números ontem, porque está tendo Eduardo Bolsonaro lá nos Estados Unidos, que ele está ajudando também, não está barato morar nos Estados Unidos”, declarou o ex-ministro.

O próprio Bolsonaro confirmou que está arcando com as despesas do filho:

“Eu estou bancando as despesas dele agora. Se não fosse o PIX, eu não teria como bancar essa despesa. Ele está sem salário e fazendo seu trabalho de interlocução com autoridades no exterior”, afirmou.

Segundo o ex-presidente, Eduardo pode disputar o Senado em 2026, mas ainda não há decisão sobre o retorno ao mandato e reconhece que a decisão depende do cenário político.

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