quinta-feira, 24 de setembro de 2026

'Não posso tomar providência de tudo', diz Bolsonaro sobre Covaxin

Declaração foi dada em entrevista concedida à rádio Gaúcha, durante viagem ao Rio Grande do Sul. Para opositores, fala representa uma confissão de crime de prevaricação.
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, na manhã deste sábado (10) que não toma providências sobre todos os assuntos que chegam até ele. A declaração, dada em entrevista concedida à rádio Gaúcha, durante viagem ao Rio Grande do Sul, se refere às acusações de irregularidades encontradas no contrato de compra da vacina Covaxin, feitas pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) na CPI da pandemia.

“Eu não me reuni… Ele pediu uma audiência pra conversar comigo sobre várias ações. Eu tenho reunião com mais de 100 pessoas por mês, dos mais variados assuntos. Eu não posso simplesmente, ao chegar qualquer coisa pra mim, tomar providência”, disse o presidente.

Para opositores, a fala de Bolsonaro representa uma confissão de crime de prevaricação.

“Bolsonaro acaba de admitir que se reuniu com Luís Miranda, ouviu a denúncia e nada fez. Ou seja, confessou que cometeu um crime, o de prevaricação. Denunciar esquema de corrupção não é uma opção do presidente: é um dever”, publicou o deputado federal Alessandro Molon (PSB-MG) nas redes sociais.

O também pessebista Marcelo Freixo (PSB-RJ) também utilizou as redes sociais para repercutir a fala do presidente. Ele também interpreta a declaração como uma confissão de culpa por parte de Bolsonaro.

“Bolsonaro acaba de confessar que foi alertado sobre a corrupção na Saúde e deixou a roubalheira correr solta. Em entrevista à rádio Gaúcha, ele comentou a reunião c/ Luís Miranda: “NÃO POSSO ao chegar qualquer coisa para mim TOMAR PROVIDÊNCIA”. Isso é crime de prevaricação”

Texto: Lucas Raposo

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