quarta-feira, 23 de setembro de 2026

'O presidente poderia me poupar de passar esse constrangimento'

Os irmãos Miranda apontaram na CPI da Covid-19 que ao saber das irregularidades nos contratos da Covaxin, Bolsonaro se comprometeu a acionar a PF, o que não ocorreu.
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“O presidente sabe toda a verdade. Ele poderia me poupar de passar esse constrangimento. Eu nem precisava estar aqui. Bastava ele falar que eu fui lá despachei com ele e ele mandou para quem quer que seja. Eu fui lá. ele sabe de quem é a confusão. ele citou o nome dessa pessoa. Falou que já presumia o tamanho do problema e ia encaminhar para o DG da PF”, afirmou servidor do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado, nesta sexta-feira (25)

A declaração se deu porque o servidor já havia informado publicamente que comunicou pessoalmente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no dia 20 de março, acerca das suspeitas sobre o contrato para a compra da vacina Covaxin, por intermédio da empresa Precisa Medicamentos.

Foram indicados ao chefe do Executivo os nomes dos servidores do Ministério da Saúde Alex Leão Marinho, Roberto Ferreira Dias e coronel Pires que teriam feito pressão para firmar a contratação. De acordo com Luís Ricardo, o presidente da República, à época, se comprometeu em apresentar as denúncias ao Delegado Geral da Polícia Federal. A mesma versão foi confirmada por seu irmão, o deputado, Luís Miranda (DEM-DF).

“O presidente falou com clareza que iria encaminhar todas as informações para o DG da PF e chegou a tecer um comentário no nome de um parlamentar que eu não me lembro quem: ‘mais um rolo desse…'”, revelou o deputado.

Miranda falou indignado que Bolsonaro sabe quem são as pessoas que promoveram o contrato com Precisa e se o presidente não escondesse a conversa ocorrida entre eles, o parlamentar não precisaria ir à público esclarecer a situação na CPI.

“O presidente sabe toda a verdade. Ele poderia me poupar de passar esse constrangimento. Eu nem precisava estar aqui. Bastava ele falar que eu fui lá despachei com ele e ele mandou para quem quer que seja. Eu fui lá. ele sabe de quem é a confusão. ele citou o nome dessa pessoa. Falou que já presumia o tamanho do problema e ia encaminhar para o DG da PF”, apontou Miranda.

Texto: Giovanna Marinho

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