A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, a ‘Capitã Cloroquina’, disse hoje (25), em depoimento a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, que só esteve em Manaus entre os dias 3 e 5 de janeiro porque na última semana de dezembro, quando dados oficiais mostravam um aumento exponencial de casos, porque os secretários de saúde Marcellus Campêllo (do Estado) e Marcelo Magaldi (do Município) já estavam no período do recesso de fim de ano.
A secretária, que é médica, também disse que não tomou conhecimento da iminente crise de abastecimento de oxigênio. “Não houve percepção que faltaria oxigênio em Manaus. Houve um e-mail da White Martins, repassado pela Secretaria de Estado da Saúde ao ministro [Eduardo Pazuello]”, disse.
O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), questionou se a médica de São Paulo que foi levada ao Amazonas pela equipe de Mayra havia sido treinada para este tipo de procedimento. Na ocasião, a médica paulista prescreveu cloroquina nebulizada a uma paciente puérpera que foi a óbito. Mayra não respondeu.
O RealTime1 já entrou em contato com as secretarias, de Estado e Municipal, para ouvir o posicionamento dos órgãos sobre o que foi dito por Mayra Pinheiro em depoimento à CPI da Covid. A matéria será atualizada tão logo as pastas se posicionem.
Leia Mais:
- ‘Capitã Cloroquina’ culpa mídia e volta a defender ‘opções terapêuticas’ na CPI
- Nove governadores e 12 prefeitos e ex-prefeitos estão na mira da CPI
- STF autoriza Mayra Pinheiro a falar na CPI, mas não tudo
- Consequências da motociata: Pazuello vai para a reserva do Exército
- CPI deve propor uso de emendas para expandir produção de vacinas
- ‘Nem em uma republiqueta vimos isso’, diz Omar sobre ‘motoqueiros do Apocalipse’
- Com ‘bis’ de Pazuello na CPI, Capitã Cloroquina vai depor na terça
- Aplicativo que orientava tratamento precoce foi criado pela Capitã Cloroquina