No início de seu depoimento, o ex-ministro da Saúde Nelson Teich afirmou que sempre foi contra a indicação do uso de cloroquina para tratamento contra a Covid-19 e que esse foi o principal embate entre ele e o Governo, o que lhe resultou numa falta de autonomia e de liderança na sua gestão.
O relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), questionou se enquanto era gestor do Ministério da Saúde foi determinado a distribuição de cloroquina para estados e municípios além do aumento de produção de cloroquina pelo laboratório químico do Exército. Calheiros perguntou se Teich sabia dessa produção.
“Vou ser honesto com o senhor, eu não participei disso, se aconteceu alguma coisa, foi fora do meu conhecimento. Ali, eu tinha uma posição muito clara não só sobre a cloroquina, mas em relação a qualquer medicamento. Eu não sou a favor ou contra um medicamento”, respondeu Teich.
Ele reforçou que no período que esteve no cargo, não houve discussão sobre a distribuição de cloroquina para estados e municípios, mas não descartou que isso pode ter acontecido sem seu conhecimento.
Cloroquina para índios
Renan questionou se houve determinação para distribuição de cloroquina as comunidades indígenas.
“So meu conhecimento, não. Se aconteceu a distribuição, sem eu saber, pode ter acontecido, mas nunca sob a minha orientação. A minha orientação era contrária. E se soubesse, não permitiria”, disse Teich.
Texto: Milena Soares
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