A falta de registro da empresa Sovel da Amazônia, indústria de papel e embalagens, no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-AM) foi questionada durante audiência pública virtual, realizada pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Manaus.
O questionamento foi feito pela engenheira ambiental do CREA-AM, Janeth Fernandes, durante a audiência, convocada pelo vereador Kennedy Marques (PMN), para apurar e encontrar soluções para o despejo irregular de material tóxico no Lago do Oscar, na Colônia Antônio Aleixo e que está prejudicando não apenas o meio ambiente, mas também pescadores e banhistas que utilizam o local.
A empresa foi convocada para participar da audiência, mas não compareceu.
Segundo Janeth Fernandes, a empresa não possui registro no CREA-AM, e denuncia que a empresa também não possui em seu quadro nenhum técnico em gestão ambiental. “Já notificamos a empresa para que apresentem a defesa, eles ainda estão no prazo, mas é preciso saber o motivo dessa falta de registro, bem como descobrirmos se eles estão registrados também no Conselho de Química”, disse.
Para o representante da empresa de Sistema de Monitoramento e Avaliação Social e Ambiental da Amazônia (Simasa), Alexandre Vitor, a empresa não ter registro junto a estes órgãos é grave. Em seu pronunciamento, ele pede que medidas mais rígidas sejam tomadas contra a empresa, que já foi multada, mas não soluciona o problema.
O vereador Kennedy Marques lamentou a ausência da Sovel da Amazônia, que foi convidada para a audiência. “Essa audiência era justamente para procurarmos soluções amigáveis com a empresa, porém eles nem justificaram o motivo de não terem mandando nenhum representante, o que me obriga a adotar outros caminhos, que irão mostrar como eles não respeitam nem o meio ambiente e nosso povo”, disse.
O parlamentar ainda sugeriu que a empresa procure obter a certificação da ISO 14001, já que ela se apresenta como contribuinte do desenvolvimento sustentável. “Recomendo que eles procurem obter esse certificado, eles possuem apenas a ISO 9001, e isso mostra que a preocupação deles está apenas no produto e não no que a cerca”, finalizou o parlamentar.
MPF já denunciou empresa
Neste mês, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou a empresa à Justiça Federal para que seja cumprida a sentença que condenou a empresa Indústria de Papel Sovel da Amazônia Ltda. por danos ambientais provocados pelo despejo de material tóxico sem tratamento no igarapé e lago do Oscar, na zona Leste de Manaus, desde 2007.
A reportagem tentou contato com a empresa, via e-mail e telefone disponibilizados no site do órgão para saber seu posicionamento sobre as denúncias e o motivo pelo qual não compareceu a audiência. No entanto, nem o endereço eletrônico e o contato telefônico disponibilizados no site da empresa funcionam.
Com informações da Câmara de Manaus
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