quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Letalidade no sul e sudeste ameaça fornecimento de caixões a Manaus

Explosão de casos de Covid-19 no sul e sudeste demandou o estoque nacional de 180 mil urnas funerárias, no último mês. Sefeam quer garantir fornecimento ao estado.
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A explosão de casos e consequentes óbitos decorrentes da Covid-19, nas regiões sul e sudeste, resultaram em um déficit de 50 mil urnas funerárias, no país, em março. Preocupado em garantir o fornecimento de caixões, no estado, o Sindicato das Empresas Funerárias do Amazonas (Sefeam) aumentará o estoque em 25% a mais do total de 4 mil urnas fornecidas à capital.

O presidente do Sefeam, Manuel Viana, informa que o país mantém capacidade de armazenamento mensal de 130 mil urnas. Porém, no último mês, o país demandou 180 mil estruturas para realizar sepultamentos.

Segundo o empresário, caso as mortes sigam em linha crescente pelos próximos meses, há risco de desabastecimento no estado. Por isso, o sindicato trabalha até quarta-feira (14) em um levantamento para verificar a quantidade de urnas necessárias para o novo pedido.

“Precisamos estar preparados para a possibilidade da ocorrência de uma terceira onda da pandemia no Amazonas e garantir o fornecimento das urnas. Reforçaremos o estoque em 25% do total de 4 mil estruturas que utilizamos na segunda onda. Desse total também fornecemos aos municípios”, disse.

Manaus é abastecida por urnas funerárias fabricadas nos estados de São Paulo (SP), Santa Catarina (SC), Rio Grande do Sul (RS) e Bahia (BA).

Faturamento mínimo

Segundo Manuel Viana, apesar a alta procura pelos serviços funerários no último ano, as empresas registraram faturamento abaixo de 10%, na comparação com 2019. Ele justifica que por terem o grau de trabalho reduzido nos preparativos dos corpos, por se tratar de falecimento por Covid-19, as empresas reduziram o valor dos serviços em 60%.

As empresas também contam com o ônus do encarecimento expressivo no valor dos materiais utilizados para os serviços.

“As empresas que trabalham legalmente, apesar da alta demanda, tiveram pouco lucro. Mas, as que trabalham na ilegalidade, que são 50% do mercado, essas lucram muito por não pagarem impostos e não terem encargos trabalhistas. Recebemos diversas reclamações de clientes que foram vítimas dessas empresas e tiveram prejuízos”, alertou.

Reportagem: Priscila Caldas

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