quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Funerárias descartam falta de caixões no Amazonas até fim de janeiro

O empresário e sindicalista Manuel Viana disse que o setor aguarda a chegada de 1.800 urnas funerárias e pediu a prorrogação do funcionamento dos cemitérios até as 21h.
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Sepultamentos em decorrência do novo coronavírus realizados no Cemitério Tarumã, em Manaus. Foto: Bruno Kelly/Reuters

O presidente do Sindicato das Empresas Funerárias do Amazonas, Manuel Viana, descartou a escassez de caixões no Amazonas até o final de janeiro. No domingo, Manaus teve 144 sepultamentos, batendo o recorde diário desde o início da pandemia. O proprietário da Viana Funerária disse que o setor aguarda a chegada de 1.800 urnas até o dia 28 e uma nova remessa em fevereiro.

“No momento o sistema funerário está tranquilo a respeito das urnas. A nossa preocupação é sobre as vagas no cemitério. Nosso temor de voltar às valas coletivas e gostaríamos que o poder público estendesse o horário para até às 21h. Assim daria tempo suficiente para fazer todos os sepultamentos do dia e não aculumaria para o dia seguinte”, declarou o sindicalista e empresário.

O sepultamento nos cemitérios da capital está restrito até as 17 horas. O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) anunciou que serão construídas 22 mil sepulturas verticais emergenciais no Cemitério Tarumã, na Zona Oeste de Manaus, para evitar o colapso no sistema funerário.

Nos últimos cinco dias, de 6 a 10 de janeiro, os enterros na capital somam 609. Neste mês, 972  sepultamentos já foram registrados pela Prefeitura de Manaus, média diária de 97,2 . Desse total, 379 foram óbitos pela covid-19, sendo 265 enterros em cemitérios públicos e 114 em espaços privados.

Viana afirmou que com o pico da pandemia da Covid-19 em 2020 no Estado, o setor planejou-se para reposição de material e ficou com o estoque de 5 mil urnas no total, quantitativo que atende a capital e os municípios do interior.

“Trabalhamos dentro da tranquilidade com o estoque de 5 mil urnas e sempre estão chegando 700 urnas que estarão repondo. A quantidade vai dar para suprir. Embora saibamos que corremos o risco de ultrapassar os números de abril, mas já estamos nos preparando”, explicou.

O Amazonas registrou mais 32 mortes por Covid-19, elevando para 5.701 o total de óbitos, segundo boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas. Manaus totaliza 3.716 óbitos e os demais municípios somam 1.985.

SOS Funeral

A Semasc (Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania), responsável pela coordenação do serviço SOS Funeral, informou que o estoque de caixões está em número suficiente para atender a demanda, mesmo diante da alta de mortes provocadas pelo coronavírus.

“Por determinação do prefeito David Almeida, a secretária da Semasc, Jane Mara Moraes, tem acompanhado diariamente essa evolução, para confirmar nossa capacidade de atendimento”, diz trecho da nota.

Pico

De acordo com a prefeitura, dezembro foi o terceiro mês do ano com o maior número de sepultamentos e cremações nos cemitérios públicos da capital. Com 1.081 enterros, uma média de 34,8 por dia, o último mês de 2020 ficou atrás de abril (2.433) e maio (1.899), considerados os meses de pico da pandemia da Covid-19 no Amazonas.

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