Uma notícia-crime de Ciro Gomes (PDT) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o advogado-geral da União, André Mendonça foi encaminhada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Bolsonaro e Mendonça são acusados de cometer “advocacia administrativa”, quando é utilizada à administração pública para interesse particular, durante um pedido de abertura de inquérito contra Ciro, sob a alegação de quer ele cometeu crime contra a honra do presidente.
Em novembro de 2020, durante uma entrevista à Rádio Tupinambá, de Sobral (CE), Ciro disse que Bolsonaro é “ladrão” e citou a investigação do caso das “rachadinhas”, que envolve um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).
“Qual foi o serviço do Moro no combate à corrupção? Passar pano e acobertar a ladroeira do Bolsonaro. Por exemplo, o Coaf, que descobriu a esculhambação dos filhos e da mulher do Bolsonaro, que recebeu R$ 89 mil desse (Fabrício) Queiroz, que foi preso e é ladrão, ladrão pra valer, ligado às milícias do Rio de Janeiro. E onde estava o senhor Sérgio Moro? Acobertando”, disse Ciro à rádio.
O pedido de investigação foi assinado pelo próprio Bolsonaro, e depois conduzido por Mendonça, que à época era ministro da Justiça e Segurança Pública.
Por Poder 360
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