Enquanto os amazonenses tiveram que ficar em casa para atender as medidas de restrições contra a Covid-19 em janeiro e fevereiro, os 24 deputados estaduais do Amazonas “passaram o rodo” na Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, o “Cotão”, com gastos que somaram R$ 1.14 milhão.
Nos dois primeiros meses deste ano cada um teve à disposição R$ 65.3 mil ( R$ 1.56 milhão no total) para gastar com divulgação do mandato, aluguéis de veículos, aviões, barcos e compra de combustíveis, entre outros.
O gastão do ano não está mais na Assembleia: Josué Neto trocou a ALE-AM pelo cobiçado cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) não sem antes torrar cada um dos centavos disponíveis do Cotão em janeiro e fevereiro.
Ele foi o único entre os 24 deputados que usaram integralmente os R$ 65.355,18. O segundo que mais gastou os recursos do Cotão foi Adjuto Afonso (PDT). Ele deixou em caixa míseros R$ 5,18 dos R$ 65.355,18 a que tinha direito. Dermilson Chagas deixou R$ 14,92 e Fausto Júnior R$ 55,38.
Vale lembrar que o valor do Cotão é cumulativo e quem não gastou nestes meses têm até o final do ano para gastar. Usar essa verba também não é obrigatório.
Nos dois primeiros meses do ano quem mais economizou recursos da CEAP foi o deputado Sinésio Campos (PT). Ele tem em caixa para gastar nos próximos meses R$ 55.986,76. Os gastos do petista somaram nos dois meses R$ 9.368,42.
Parlamentar mais rica da ALE-AM, conforme declaração feita ao Tribunal Regional Eleitoral em 2018, a deputada Nejmi Aziz (PSD) foi a segunda que menos usou verba do Cotão: R$ 20.691,26, tendo acumulado, portanto, R$ 44.663,92 para usar nos próximos meses.
Empresário do comércio de combustíveis, o deputado Abdalla Fraxe (Avante) fecha a trinca dos que gastaram menos. Ele usou R$ 28.497,00, deixando R$ 36.858,18 em saldo.
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