sexta-feira, 25 de setembro de 2026
REFORÇO NA LOGÍSTICA

Portos Privados de olho nas oportunidades do Navegue Simples em Itacoatiara

Construção de Terminais de Uso Privado (TUPs), previstos no programa Navegue Simples, movimenta empresas do setor no Amazonas
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Imagem do porto de Itacoatiara, no Amazonas
Porto de Itacoatiara está localizado na região onde o rio Amazonas tem a maior e mais profunda lamina de água. (Arquivo)

As principais empresas operadoras de Portos Privados em Manaus querem aproveitar as facilidades do Programa Navegue Simples, lançado pelo Governo Federal em junho, e transferir parte das operações para o município de Itacoatiara, onde reduziriam os impactos de vazantes extremas em operações logísticas.

O município já sentiu esse interesse a partir da valorização de terrenos que podem comportar a construção dos chamados Terminais de Uso Privado (TUPs) na orla da cidade. Conforme uma fonte do RealTime1 em Itacoatiara, a segunda maior operadora privada de Manaus, a Superterminais, adquiriu um terreno e vai apresentar no Ministério de Portos e Aeroportos o pedido de autorização para a construção de um TUP regional.

Pelo que está previsto no Navegue Simples, a análise deste tipo de pedido e aprovação pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que costumava demorar até quatro anos, será feita em 12 meses por um comitê de acompanhamento instituído pelo ministério dos Portos e Aeroportos.

Além do ministério dos Portos e Aeroportos, também vão integrar este comitê representantes dos ministérios do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e o de Gestão e Inovação, bem como agências financiadoras do desenvolvimento, como o BNDES e Sudam, no caso da Amazônia.

O objetivo do Navegue Simples é oferecer novas alternativas logísticas para o transporte de cargas e passageiros pelas hidrovias brasileiras e, por isso, está inserido no rol de projetos que podem acessar linhas de créditos do Programa de Aceleração do Crescimento 3 (PAC3).

O programa foi incluído no PAC3 como a principal medida institucional do Ministério de Portos e Aeroportos. Com um investimento de R$ 5,4 bilhões em autorizações e arrendamentos portuários, o programa busca identificar ineficiências e oportunidades de aprimoramento, visando agregar mais valor público à política e aos processos de outorga

“Houve uma movimentação do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (DNIT) para conseguir um terreno para a construção de um novo porto em Itacoatiara, já que o outro foi praticamente destruído na última cheia e na última seca, mas ai o terreno já tinha sido vendido para este grupo (Superterminais). Um segundo terreno está comprometido com o Chibatão“, afirmou, em off, está fonte.

O grupo Chibatão, inclusive, vai operar no período de vazante deste ano um pier provisório que permitirá aos navios de grande porte trazer cargas até a enseada do rio Madeira e de lá transferir para embarcações menores que seguirão viagem até Manaus. Essa estrutura provisória funcionará, pelas últimas informações do grupo, entre os meses de setembro e dezembro, o período mais crítico das vazantes no Amazonas.

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