O Sindicato dos Feirantes de Manaus registrou redução de 40% nas vendas do setor entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021, decorrentes das medidas de restrição contra a Covid-19.
Com a menor demanda e o encarecimento na cadeia produtiva, o consumidor pode sentir o aumento de 20% no valor dos produtos.
De acordo com o presidente da Comissão Gestora da Feira Manaus Moderna e do Sindicato dos Feirantes de Manaus, Davi Lima, o abastecimento dos hortifrutigranjeiros foi reduzido em 50% em relação ao comercializado antes da pandemia.
Com a diminuição das vendas os produtos ficam estocados e impróprios para o consumo.
“Boa parte da categoria está parada. Os trabalhadores do comércio, motoristas de aplicativos e camelôs consomem boa parte do que fornecemos e se não podem trabalhar, não têm como comprar. Vamos observar o movimento a partir dessa semana com a reabertura do comércio. A expectativa é que as vendas melhorem”, disse.
Cautela
O Feirante e proprietário do Atacadão Reis Ltda, Sérgio Reis, afirma que está tendo cautela para efetuar novos pedidos e informa que além da menor demanda, os feirantes são afetados pelo aumento no valor do combustível e consequentemente, repassam os encargos ao consumidor.
“Os pedidos estão reduzidos em 50% porque o mercado está quase parado. A situação ainda é agravada pelo reajuste no preço do combustível, que afeta em cadeia, encarecendo o valor do frete, a mão de obra. Com tudo isso, o produtor também reduziu a colheita. O consumidor pode sentir um aumento de 20% nos valores em Manaus”, informou.
O estabelecimento de Reis recebe semanalmente de cinco a seis carretas com legumes e verduras fornecidos pelos estados de São Paulo, Goiás, Bahia, Paraná, Pernambuco e Minas Gerais.
Reportagem: Priscila Caldas
Leia mais: