O presidente Lula (PT) oficializou o reajuste da tabela do imposto de renda nesta quarta-feira (1º), durante o evento com centrais sindicais na Neoquímica Arena, estádio do Corinthians, em São Paulo. O projeto, aprovado pelo Congresso Nacional, amplia a isenção do IR para quem ganha até dois salários mínimos, ou seja, R$ 2.824 por mês.
O teto de isenção, congelado em R$ 1.903,98 desde 2015, teve um aumento em 2023 para R$ 2.640 mensais, considerando o desconto automático no salário de pouco mais de R$ 500. Agora, conforme proposto pelo governo, chega a R$ 2.824, incluindo também o desconto automático.
Durante seu discurso, o presidente Lula reiterou seu compromisso de elevar a isenção do IR para até R$ 5 mil até o final de seu mandato, destacando o respeito aos trabalhadores e trabalhadoras do país.
“É muito gratificante para um presidente da República, no dia 1º de maio, participar de um ato e olhar no olho de cada trabalhador e trabalhadora e poder dizer pra vocês: esse país vai tratar com muito respeito 203 milhões de homens e mulheres que moram neste país. O imposto de renda eu prometi para vocês que, até o final do meu mandato, até 5 mil as pessoas não pagarão imposto de renda, e a palavra continua em pé. A partir de hoje, quem ganha R$ 2.824 paga zero de imposto de renda e nós vamos chegar a R$ 5 mil” afirmou o presidente.

Embora apenas a faixa de isenção seja elevada, todos os contribuintes do IR podem ser beneficiados, pois o imposto é progressivo. Em 2024, a atualização da faixa de isenção do IR beneficiará cerca de 15,8 milhões de brasileiros, segundo estimativas do Ministério da Fazenda, resultando em uma redução de receitas de aproximadamente R$ 3 bilhões.
O presidente também elogiou os projetos aprovados pelo Legislativo e minimizou os atritos com a Câmara dos Deputados, destacando a capacidade de diálogo entre os ministros e deputados para o avanço das propostas do governo.
Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de ministros, Lula ressaltou os indicadores econômicos positivos, como o aumento na criação de empregos com carteira assinada em março, conforme divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
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