A Câmara Federal realiza, nesta terça-feira (23/4), uma audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico para debater os impactos econômicos nos Estados do Norte da reconstrução da rodovia BR-319, a Manaus-Porto Velho (RO).
A reunião foi chamada pelo deputado federal Sidney Leite (PSD), para quem o estado de degradação das condições de tráfego da rodovia traz grandes entraves para as populações do Estados impactados, que não têm garantido, por exemplo, o direito de ir e vir previsto na Constituição Brasileira.
“A rodovia encontra-se depreciada e em um estado de altíssima dependência de obras de manutenção, mas os Estados precisam que alternativas logísticas devem ser pensadas e uma delas é justamente a reforma na BR-319, que propiciará ganhos econômicos sensíveis para o Amazonas”, defende.
Conforme Sidney, foram convidados para o debate diversos 10 representantes de órgãos públicos e entidades com interesses na questão da rodovia, como:
- Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC);
- Ministério dos Transportes (MTE);
- Ministério da Defesa (MD)/
- Igor Costa, coordenador da Suframa;
- Fabrício Galvão, diretor-geral Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit);
- Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Câmara Federal;
- Johannes Zutt, Diretor do Banco Mundial para o Brasil;
- Antônio Silva, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam);
- Lúcio Flávio Oliveira, presidente do Centro de Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam);
- Philip Fearnside, pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Como se vê, vai faltar representantes do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ainda hoje considerados o setor de maior enfrentamento para a recuperação da rodovia, vista como uma porta de entrada para o desmatamento.
Neste sentido, o contraponto será feito por Philip Fearnside, um conhecido opositor da reconstrução da rodovia, que segundo ele dará acesso aos desmatadores a parte mais preservada da floresta amazônica na região Oeste do Amazonas.
Para Fearnside, não há segurança de que o País será capaz de dotar a região afetada pela rodovia de governança necessária para brecar o avanço do agronegócio predador e cita como exemplo o que ocorre na ponta asfaltada da estrada em Rondônia, região mais devastada da floresta no Amazonas.
Os número do desmatamento dão razão a Fernside, pois entre os 60 munícipios brasileiros que mais devastam a floresta, sete estão na região Sul do Amazonas. São eles:
- Boca do Acre;
- Canutama;
- Lábrea;
- Humaitá.
- Manicoré;
- Novo Aripuanã;
- Apui.
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