quarta-feira, 23 de setembro de 2026
RELATÓRIO DE INSPEÇÃO

Dnit celebra reconstrução de pontes e um ano sem interdição da BR-319

Equipe técnica que vistoriou rodovias federais na Região Norte elogiou as condições da estrada BR-319 e a reconstrução de pontes colapsadas
COMPARTILHE
Obra de reconstrução da ponte sobre o rio Curuça, na BR-310
Obra de reconstrução da ponte sobre o rio Curuça, na BR-310, deve ser entregue no segundo semestre

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) divulgou um relatório da equipe técnica que vistoriou as rodovias federais da Região Norte destacando o avanço das obras de reconstrução das pontes da BR-319 (Manaus-Porto Velho) e o fato da rodovia estar há um ano sem ter tido o tráfego interrompido no trecho central, o famoso “Meião”.

“Famosa pelos atoleiros no chamado trecho do meio, decorrentes dos períodos chuvosos, nos últimos 12 meses, a BR-319 não sofreu nenhuma interdição, um feito inédito para o maior trecho contínuo sem pavimentação do país”, diz um trecho do relatório.

O Dnit realizou manutenções com drenagem, a utilização de material pétreo e o alteamento da pista, para evitar os problemas de alagamento. Isso nos permitiu tornar a rodovia trafegável e sem interrupções”, explica o diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, Fábio Nunes.

Equipe inspecionou obras de pontes

Na BR-319 também a equipe técnica visitou as obras de reconstrução das pontes sobre os rios de Autaz-Mirim e Curuçá, localizadas entre o município de Castanho e o porto da cidade de Careiro da Várzea, que colapsaram no fim de 2022, por questões geológicas e de falta de manutenção.

Desde então, o Dnit tem trabalhado em caráter emergencial para restabelecer a trafegabilidade no local, importante via de ligação entre Manaus e Porto Velho, em Rondônia.


Na ponte do Curuçá, já estamos com a fundação de quatro blocos bem avançados. Em seguida, passaremos às fundações no leito do rio. Finalizada essa parte, começaremos a fazer a superestrutura. Em Autaz-Mirim, estão cravadas três das estacas metálicas e, agora, vamos iniciar a concretagem, o que deve ser concluído até o fim deste mês de abril. A previsão de entrega das duas obras, para devolver a trafegabilidade total ali na região, é até o fim do ano”, afirma Fábio Nunes.


A recuperação das estruturas é importante para o abastecimento de, por exemplo, alimentos, gasolina e insumos básicos para a população da região. Atualmente, a travessia dos rios tem sido feita por balsa ou por uma passagem seca, construída de forma paliativa.

Equipe avaliou condições da BR-174

A viagem da equipe do DNIT teve início em Boa Vista (RR), percorrendo a BR –174, no trecho que liga a capital roraimense ao município de Pacaraima, que faz fronteira com a Venezuela, segmento que teve melhora considerável do Índice de Condição da Manutenção (ICM), que avalia as condições de pavimentação e conservação das rodovias brasileiras.


Havia, até o ano passado, alguns pontos críticos, principalmente na serra que dá acesso à fronteira. O problema impactava o transporte de insumos básicos, como água e comida, entre os dois países. Problema que foi resolvido através de ações realizadas pelo Dnit, como reciclagem, remendo profundo, reforço com material pétreo e reconstrução do segmento da serra próximo a Pacaraima. Hoje, é possível chegar tranquilamente à Venezuela, pela BR-174“, conta Nunes.


No trecho da Terra Indígena Waimiri Atroari, onde já foram registrados diversos pontos críticos, chegando a ter atoleiros em um trecho que antes era pavimentado, muita coisa mudou, de 2023 para cá, com as ações promovidas pelo Dnit.

Hoje, o local não registra nenhum ponto de atoleiro, o pavimento foi todo reconstruído e passou a ser um dos segmentos com o melhor ICM do estado.

Leia mais:

COMPARTILHE