Os dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custo e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgados nesta quarta-feira (10/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que nos últimos doze meses o setor registrou uma elevação de preços de 4,65%, sendo que em março deste ano foi registrada retração de -0,05%, a primeira desde agosto de 2023.
Para o chefe de Disseminação de Informações do IBGE, Luan da Silva Rezende, a pequena variação negativa de março apontam para uma estabilidade nos preços de balcão e no custo da mão-de-obra empregada, pois estes são os principais custos que influenciam o indicador.
“Desde agosto de 2023 que o custo da construção local não apresentava queda. Em certa medida a
ocorrência é bem recebida. Uma vez que nos últimos quatro anos o indicador tem fechado o ano
com aumento bem acima da inflação. E, o Amazonas já possui o 10º maior custo da construção
do país“, afirma Luan Rezende.
Ele acrescenta que na análise apenas do do custo do material de construção; a pesquisa indica que o Amazonas possui o quinto maior valor do país, evidenciando que os preços de balcão se elevaram sensivelmente nos últimos anos.
Índice da Construção Civil em detalhes
A variação negativa nos preços da Construção Civil em março deixou o Amazonas com o menor índice do Norte, seguido pelo Pará (0,07%) e Tocantins (0,14%). As maiores variações foram dos Estados de Roraima (0,55%), Amapá (0,48%) e Rondônia (0,43%).
Em relação ao mês de fevereiro, a variação dos preços da Construção Civil foi menor em 0,07 ponto percentual (p.p.) e na comparação com a variação nacional foi menor em 0,12 ponto percentual.
A variação de 4,65%, em 12 meses, colocou o Amazonas na terceira posição do ranking entre as mais altas variações dos Estados do Norte, perdendo apenas para Roraima (6,73%) e Amapá (4,68%).
As menores variações foram do Pará (2,13%) e de Rondônia (3,60%). Na comparação do ranking nacional, o Amazonas aparece na quinta posição entre os Estados do país. A maior variação, em nível nacional, também ficou com Roraima (6,73%) e a menor foi de Minas Gerais (-1,11%).
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