O Risco de Transmissibilidade (Rt) do coronavírus no Amazonas caiu de 1,3 para 1,1. Esse indicador representa o número médio de casos novos que surgem a partir de uma pessoa infectada. Agora, em cada 100 casos surgem, em média, outros 110 casos de Covid-19 em uma semana.
O Amazonas ocupa a 13ª posição entre os estados com o maior número de casos de Covid-19. Foram registrados 267.394 casos da doença.
Os dados foram apresentados pelo diretor-técnico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Cristiano Fernandes, em uma live do Governo, nesta quinta-feira (4).
Com o Rt agora em 1,1 o Amazonas sai do topo do ranking entre os estados com maior taxa de transmissibilidade e passa a ocupar a quinta posição. Porém, é o estado que, com 3,1, ocupa a mais elevada taxa de letalidade.
Segundo o diretor-técnico, os novos índices mostram uma tendência de estabilidade e redução da força de transmissão pelo contágio do vírus.
A importância do isolamento social
Nos últimos 14 dias, pode-se notar que em alguns momentos o Amazonas atingiu 60% do isolamento social, colaborando para a redução da transmissão móvel do vírus. Na capital, a média móvel caiu em 19% e, no interior, em 8%.
A redução acontece, principalmente, no interior que, inclusive, tem taxa de mortalidade menor em relação à capital.
Hoje, em Manaus, registra-se uma média de 60 casos de morte por Covid e, nos municípios do interior, há o registro de 20 óbitos diários.
Para Cristiano, as medidas restritivas, decretadas pelo Governo,foram fundamentais para que o Amazonas diminuísse estes números.
Taxa de ocupação de leitos é fator preocupante
O sistema de saúde público do Amazonas ainda está sobrecarregado.
A ocupação dos leitos clínicos e os de UTI ainda ultrapassam a faixa dos 90%, o que para o diretor da FVS, “gera uma dificuldade de regular os pacientes” que estão na fila de espera para ocupá-los.
Para os clínicos, há uma fila com 352 pacientes. A taxa de ocupação deste setor é de 92%.
Já os leitos de UTI estão 98% ocupados, com 140 pessoas na fila de espera.
Cristiano também alerta que o período que segue até maio, conhecido como ‘inverno amazônico’, deixa o estado em alerta para o aumento de casos para Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs).
Texto: Rosianne Couto
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