quarta-feira, 23 de setembro de 2026
CONFUSÃO IDEOLÓGICA

Agora no PP, Menezes conviverá com 'lulistas' do partido que possuem cargos no governo

Alfredo Menezes anunciou filiação ao PP, partido que tem no governo Lula o ministro dos Esportes, o presidente da Caixa e toda a diretoria do banco
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Ministros Silvio Costa Filho e André Fufuca apertam as mãos com o presidente Lula
Ministros do centrão, Silvio Costa e André Fufuca, com Lula ao Centro, são os novos "correligionários" do bolsonarista Menezes

O coronel da reserva do Exército Alfredo Menezes anunciou, nesta terça-feira (2) nas redes sociais, que vai se filiar e assumir uma vaga no Diretório Municipal do Partido Progressista (PP). A decisão vem após ser preterido no PL, partido do compadre dele e ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, na nova sigla, vai encontrar uma ala que trabalha e faz campanha para o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).

O Menezes do PP terá de conviver com o partido do presidente da Câmara Federal, deputado federal Arthur Lira (PP/AL), que indicou para o governo Lula o ministro dos Esportes, André Fufuca (PP/MA), e o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Antônio Vieira.

Carlos Vieira assumiu o banco com autonomia para nomear vices-presidentes também ligados ao PP e a partidos do chamado Centrão.

Para o analista político Moacyr Alves Santos, essa situação do PP, que parte faz oposição e parte integra o governo Lula, expõe a fragilidade dos partidos brasileiros, que não têm ideologias definidas e coerência interna.

“Infelizmente partidos no Brasil não existem na maneira clássica, talvez apenas o PT seja assim, pois discute teses e leva essas teses para seus filiados. É impossível pensar como Menezes vai conviver com ministros que são do governo Lula“, analisou.

Federação traria mais lulistas para o lado de Menezes

A companhia de “lulistas” com cargos no Governo Federal ao lado de Menezes pode ainda aumentar, pois o PP e o Republicanos já acertaram a formação de uma federação partidária e estão aguardando apenas o advogado Antônio Rueda consolidar a posição dele como presidente do União Brasil para unir os três partidos nessa federação.

Se a federação com os três partidos vingar, Menezes também seria “correligionário” do ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, que é deputado federal do Republicanos por Pernambuco.

Já do União Brasil, a cota de “lulistas” ao lado do futuro Progressista Menezes poderá ser ainda maior, pois o partido indicou três nomes para assumir ministérios, todos bem robustos e com cofres cheios.

São do União os ministros das Comunicações, Juscelino Filho (UB/MA); Turismo, Celso Sabino (UB/PA) e o ex-governador do Amapá Waldez Góes, que não é do União, mas foi indicado pelo senador David Alcolumbre (UB/AP) para o ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.

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