terça-feira, 22 de setembro de 2026
INJUSTIÇA

'Quintal de rico': presidente da Afluta diz que Tarumã tem acesso democrático

Nildo Afonso reconhece a necessidade de organização e ordenamento, mas reitera que a remoção indiscriminada não é uma solução adequada
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Flutuantes Tarumã-Açu
(Foto: Otávio Vislley/RealTime1)

Em meio aos desdobramentos da saga envolvendo a retirada dos flutuantes do Tarumã, o presidente da Associação dos Flutuantes do Tarumã-Açu (Afluta), Nildo Afonso, criticou a decisão da Vara Especializada do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que incluiu o Tarumã na ação civil pública originalmente voltada para o bairro Educandos.

“Trata-se de uma ação civil pública, do ano de 2001, que começou no Educandos e não tem nada a ver com o Tarumã. A decisão, proferida pelo STJ, cita 74 flutuantes e nenhum é do Tarumã, mas quando chegou aqui, na vara do meio ambiente, eles incluíram os flutuantes do Tarumã sem ter nada a ver com essa história”, afirmou.

Em sua declaração, Nildo destaca a importância dos flutuantes para democratizar o acesso ao Tarumã, historicamente considerado um espaço elitizado.

“O Tarumã foi penalizado pois, talvez, tenha incomodado algumas pessoas. Antigamente, sabemos que o espaço era considerado quintal de rico, só tinha acesso quem tinha seu iate, a sua lancha, porém os flutuantes vieram para democratizar. Hoje a população em geral pode usufruir de um dos últimos balneários que nos resta”, declarou.

Segundo Nildo Afonso, a falta de investimentos em saneamento básico ao longo dos anos é a principal causa da poluição do Tarumã, não os flutuantes em si. Afonso ressalta que muitos desses estabelecimentos possuem sistemas de tratamento de esgoto em vigor, evidenciando um compromisso com a preservação ambiental.

A alternativa apresentada pela decisão judicial, de remoção dos flutuantes sob ameaça de demolição, é vista por Afonso como injusta e desproporcional. Ele apelou às autoridades do Estado do Amazonas para reavaliarem a situação e buscarem soluções que não prejudiquem os empreendedores, trabalhadores e moradores locais.

Nesse sentido, Afonso pede à sociedade amazonense a não se deixar levar por falsas narrativas sobre a poluição do Tarumã pelos flutuantes. Ele reconhece a necessidade de organização e ordenamento, mas reitera que a remoção indiscriminada não é uma solução adequada.

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