Mesmo com a paralisação parcial de fábricas, que ficaram sem oxigênio após doação feita aos hospitais de Manaus, as indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM) não estão preocupadas com possíveis prejuízos.
A declaração é do presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.
Em entrevista ao RealTime1, Périco afirmou que as doações de oxigênio aos hospitais da capital somaram o volume de 43 mil metros cúbicos.
De acordo com o presidente, a iniciativa teve início na última segunda-feira (11), antes do pedido formal feito pelo governo do estado para que as empresas contribuíssem com o gás.
Prejuízo não avaliado
Além disso, o empresário acrescenta que as indústrias do PIM aceitaram também não receber mais oxigênio, até que a situação nos hospitais seja equalizada, sabendo e assumindo os impactos que viriam.
“Ninguém colocou no papel o prejuízo da indústria. Então nós não estamos preocupados com os impactos na economia neste momento. Estamos fazendo o nosso melhor para que os hospitais tenham condições de prestar o devido atendimento à nossa população”, destacou.
Empresas vão funcionar por quanto tempo?
Questionado sobre quanto tempo as indústrias do PIM continuarão funcionando sem o estoque de oxigênio, Périco afirmou que não é possível cravar uma data.
“Depende muito de empresa para empresa, do quanto elas tinha de nitrogênio e oxigênio disponíveis na rede. Os gases que já estão na rede não dá para tirar. Então vai depender muito de empresa para empresa”, finalizou.
Reportagem: Lucas Raposo
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