Há 15 dias o Partido da Mulher Brasileira (PMB) do Amazonas aguarda o julgamento da ação em que pede a impugnação da pesquisa InnQuesti para prefeito de Manaus, divulgada no dia 1º de fevereiro, por vícios metodológicos.
A Justiça Eleitoral do Amazonas, no entanto, ainda não conseguiu julgar o mérito da representação feita pelo partido.
A demora no julgamento da ação é extremamente grave e o processo administrativo adotado pela Justiça Eleitoral, que envolve o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e o Ministério Público, vem sendo considerada uma aliada da desinformação e das fake news. A morosidade, em razão da burocracia juridica, para o julgamento de uma ação levanta suspeitas de fraude na pesquisa divulgada.
A representação contra a pesquisa InnQuesti, protocolada pelo PMB no dia 5 de fevereiro, chegou a ser distribuída para a juiza da 1ª Zona Eleitoral (ZE), Eulinete Melo Silva Tribuzy. No entanto, ela reconheceu sua “incompetência” para julgar a ação e remeteu os autos para o juiz eleitoral da 62ª Zona.
Em sua justificativa, a juiza alega a portaria nº 50, de 16 de janeiro deste ano, que em seu parágrafo 2º determina que apenas a 62ª Zona Eleitoral seja a responsável pelo julgamento das representações sobre pesquisas eleitorais.
Advogados eleitorais definem a demora da Justiça Eleitoral do Amazonas como “um ato criminoso para o processo eleitoral democrático”. Isso porque, segundo eles, a eventual fraude em uma pesquisa eleitoral conspira contra o equilíbrio das candidaturas e pode, inclusive, decidir o resultado de uma eleição.
No último dia 8, a ação do PMB foi encaminhada para o juiz Rafael Rodrigo, da 62ª Zona Eleitoral, que solicitou vistas ao Ministério Público. No entanto, passados 12 dias, o órgão ainda não teria se manifestado sobre a ação pela não oficialização do pedido.
Confira o que diz a ação movida pelo PMB aqui.
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