quarta-feira, 23 de setembro de 2026

13 entidades encaminham carta ao Senado sobre nova versão do projeto de lei sobre IA

COMPARTILHE
Inteligência-Artificial

Um grupo de 13 entidades representativas do setor produtivo do Brasil encaminharam uma carta ao Senado Federal, solicitando ajustes no Projeto de Lei nº 2338/2023, que atualmente tramita na Comissão Temporária de Inteligência Artificial (CTIA).

A preocupação central gira em torno das regras de direitos autorais propostas, que, segundo o grupo, podem comprometer a competitividade do país no cenário global de inteligência artificial (IA).

O desenvolvimento da IA é considerado um elemento crucial para transformar a sociedade e a economia brasileiras, trazendo avanços significativos em áreas como saúde, educação, agronegócio e meio ambiente.

No entanto, as entidades destacam que para alcançar esse potencial, é imprescindível adotar normas que protejam direitos autorais sem sufocar a inovação.

No texto, as entidades destacam que, embora a Comissão Temporária do Senado tenha promovido diálogos valiosos sobre o PL 2338, o texto atual ainda não atinge o equilíbrio ideal entre resguardar direitos autorais e fomentar um ambiente de inovação.

O projeto, em sua forma atual, estipula regras que podem tornar inviável o treinamento de IA no Brasil, especialmente no contexto comercial. A exigência de pagamento pelo uso de conteúdos, incluindo os protegidos por direitos autorais, e a obrigatoriedade de divulgar os datasets utilizados para treinamento de sistemas são pontos críticos destacados pelas entidades.

Essas imposições, na prática, podem sufocar o desenvolvimento e aprimoramento de modelos de IA no país, prejudicando a qualidade e a eficiência de sistemas que já são parte do cotidiano brasileiro, como assistentes de texto, sistemas de atendimento e ferramentas de análise de dados massivos.

Além disso, o PL 2338 não estaria em sintonia com as tendências internacionais. Enquanto nações como Singapura e Japão facilitam o treinamento de IA, a União Europeia adota regras que permitem a análise computacional de obras publicamente disponíveis, conciliando proteção de direitos e inovação.

As entidades pedem que o Brasil siga exemplos internacionais, promovendo um ambiente que seja propício à inovação na IA sem desconsiderar os direitos dos criadores.

São signatárias da carta:

  • ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio
  • ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software
  • ABRABOR – Associação Brasileira de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural
  • ABRIA – Associação Brasileira de Inteligência Artificial
  • ABStartups – Associação Brasileira de Startups
  • ABDC – Associação Brasileira de Data Center
  • Amcham Brasil – Câmara Americana de Comércio para o Brasil
  • Brasscom – Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais
  • CLB – CropLife Brasil
  • FENAINFO – Federação Nacional das Empresas de Informática
  • MBC – Movimento Brasil Competitivo
  • MID – Movimento Inovação Digital
  • SRB – Sociedade Rural Brasileira

*Com informações da ABES

Leia Mais:

COMPARTILHE