quarta-feira, 23 de setembro de 2026
ZONA FRANCA

Zona Franca precisa de mais projetos além de Manaus, defende Bosco Saraiva

Para Bosco Saraiva, investimentos em outras cidades, além de Manaus, fortalecem o modelo econômico.
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Conselho de Administração da Suframa

O superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, defendeu a importância da expansão dos projetos de investimentos industriais do modelo para além da capital amazonense, no ano que vem. Conhecida como principal modelo econômico do Amazonas, a Zona Franca abrange áreas industriais e de livre comércio também no Acre, Rondônia, Roraima e Amapá.

Na avaliação de Bosco Saraiva, ao expandir sua presença nas cidades dos outros estados, a Zona Franca ganha força no cenário nacional como política pública indutora de desenvolvimento da Região Norte. Hoje, quando o modelo sofre ameaças, a mobilização em defesa do regime de incentivos fiscais se restringe aos políticos e empresários manauaras.

Este ano, o Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou um total de 178 projetos industriais. Destes, 53 são relacionados à implantação de novas indústrias, com aproximadamente R$ 3,86 bilhões (US$ 750,7 milhões) em investimentos e expectativa de 5.166 novos empregos.

“Quero destacar que, entre os 53 projetos de implantação, o projeto da empresa Andino Importação e Exportação, na cidade de Brasileia, no Acre, para produção de fertilizante granulado, com R$ 3 milhões de investimentos e geração de 31 empregos diretos. Meu destaque é porque queremos mais projetos fora de Manaus, no próximo ano, pois compreendemos a importância para o futuro da própria ZFM, de estender seu impacto positivo para todos os Estados que integram o modelo”, ressaltou o superintendente.

O superintendente destacou, ainda, os resultados de 2023 dos projetos agropecuários. Foram aprovados 13 projetos com investimentos de R$ 26,9 milhões, gerando 187 novos empregos e abrangendo 972,8 hectares de área útil.

Oito projetos serão na vicinal ZF-03 e dois na ZF-01 do Distrito Agropecuário da Suframa (DAS). Envolvendo bovinocultura, mandiocultura, cultivo de açaí, laranja e sistema agroflorestal, os projetos têm um prazo de até cinco anos para serem efetivados.

Durante a quinta e última reunião do ano, os conselheiros aprovaram 31 projetos industriais, de serviços e agropecuários com previsão de investimentos de mais de R$ 517 milhões, com geração de 900 novos postos de trabalho e faturamento esperado de mais de R$ 5,2 bilhões.

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