As unidades hospitalares da rede estadual de saúde já atendem, em sua maior parte, pacientes com traumatismo, lesões ou quaisquer outros agravos à saúde relacionados à violência ou outra causa como acidentes de trânsito, agressões, ferimentos por arma de fogo e por arma branca e quedas.
A afirmação é do titular da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Marcellus Campelo. Ele indica que, há 75%, em média, de chamadas registradas no Sistema de Transferência de Emergência Regulada (Sister) de causas não Covid, principalmente as originadas no interior.
Em relação aos casos de Covid, ainda segundo o secretário, a ocupação corresponde a 37%.
“Nós temos uma configuração da rede voltando à normalidade. Em torno de 100 chamados por dia no sistema de regulação. Por exemplo, na quinta-feira, às 22h, tínhamos 112 chamados, sendo 31 Covid e 81 não Covid”, citou Marcellus Campêlo.
As informações foram repassadas nesta sexta-feira (16/04).
“O que tem pressionado a rede são as causas externas. Temos os Hospitais e Prontos-Socorros (HPSs) João Lúcio, Platão Araújo e 28 de Agosto muito pressionados, principalmente com acidentes de trânsito e traumas de ortopedia. A nossa rede está preparada, e peço a colaboração da sociedade no sentido de ter cuidado no trânsito”, declarou o secretário, durante live transmitida nas redes sociais do Governo do Amazonas sobre medidas de enfrentamento à Covid-19 no Amazonas.
Marcellus divulgou ainda que já está sendo feita, de forma gradual, uma reestruturação da rede hospitalar, com a conversão dos leitos, clínicos e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) conforme as necessidades dos atendimentos nas portas de entrada.
Gira Leitos
Diante deste cenário, o secretário anunciou a ampliação do Programa Gira Leitos de cirurgias ortopédicas noturnas para que a taxa de ocupação dos HPSs de Manaus esteja dentro da capacidade ideal, reduzindo a superlotação e agilizando os atendimentos.
“Vamos ter que fazer o Gira Leito para atender, inclusive nas madrugadas, cirurgias de ortopedia, para liberar leitos nestas unidades, e usando hospitais de referências em cirurgias eletivas, como Fundação Hospital Adriano Jorge, para o giro de leitos na rede”, afirmou Campêlo.
Com informações da assessoria
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