Depois de apelar para uma suposta violação de liberdades individuais por conta da cobrança do passaporte vacinal que vai ser exigido pela Prefeitura de Manaus na volta às aulas, o vereador Raiff Matos (DC) disse que vai apresentar um projeto de lei contrário ao passaporte vacinal.
Raiff Matos, que é da base do prefeito David Almeida (Avante), afirmou que está preocupado com a vontade do secretário municipal de Educação, Paurdeney Avelino de cobrar o documento nas voltas às aulas.
De acordo com ele, condicionar a volta às aulas à cobrança da vacinação é “segregação” e destacou que a obrigatoriedade vai gerar “bullying” contra as crianças não vacinadas.
“A Prefeitura pega essa recomendação (do Ministério Público Estadual) e impõe como lei na cidade de Manaus. Estarei entrando com um procedimento administrativo com pedido de emenda liminar no Conselho do Ministério Público para que o Ministério Público do Amazonas torne sem efeito essa recomendação que vai causar segregação”, falou o vereador ao pedir apoio dos demais vereadores para o projeto de lei.
Mas, ao contrário do que esperava, a proposta sofreu forte oposição dos colegas vereadores. O vereador Sassá da Construção Civil (PT) criticou a disposição de Raiff Matos em criar um projeto de lei para “pessoas não tomarem vacina”.
“Tem que tomar vacina sim. A gente tomava vacina era com aquela pistola e a gente nunca morreu. A minha filha de cinco anos vai tomar agora. Para esse projeto meu voto vai ser não”, afirmou.
A vereadora Profesorra Jacqueline (Podemos) evitou citar diretamente Raiff Matos, mas defendeu a segurança das vacinas aplicadas e lembrou que as pessoas que estão morrendo atualmente são as que se negaram a tomar a vacina.
“Não vou emitir juízo de valor aqui, mas que a gente tem que acreditar na ciência por conta dos resultados. Hoje para que a gente volte para a sala de aula de forma presencial a gente precisa ter a garantia que essa criança se vacinou”, discursou a vereadora.
Evitando criticar Raiff Matos, o vereador Professor Samuel (PL) disse que a vacina ajuda contra o agravamento das doenças e destacou que graças a vacina as crianças e os adolescentes vão poder retornar às aulas de forma presencial depois de dois anos.
Texto: Jefferson Ramos
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