quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Vacinação e arrefecimento da Covid impulsionam contratações no PIM

Com avanço da imunização, tanto o Caged como os Indicadores de Desempenho do PIM apontam crescimento nos índices de geração de novos postos de trabalho no parque industrial.
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Trabalhador produz bens de informática em indústria do Amazonas
O segmento de bens de informática puxou o faturamento das empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) até novembro de 2024. (Arquivo)

O avanço da vacinação e o consequente arrefecimento da pandemia da Covid-19 no estado contribuíram com a retomada de contratações nos diversos segmentos econômicos, dentre eles, a indústria.

Números dos Indicadores de Desempenho da Suframa apontam retomada expressiva na geração de empregos, com um salto de 94 mil em 2020 para mais de 102 mil postos de trabalho no Polo Industrial de Manaus (PIM), somente no primeiro semestre.

Pelos números da Suframa, na média mensal de mão-de-obra, o parque fabril empregou, até abril deste ano, 102.266 pessoas. O número representa crescimento de 7,6% em relação ao volume registrado em todo o ano de 2020 (94.464).

Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Econima, que registra a evolução do emprego formal no país, de janeiro a junho, as fabricantes do Amazonas foram responsáveis pela admissão de 20.159 trabalhadores. Com desligamento de 15.850 pessoas, o saldo de empregos no período foi positivo, ficando com 4.309 novas vagas criadas.

Enquanto nos primeiros meses de 2021 o cenário foi positivo, em igual período de 2020 o PIM registrou, entre admitidos e demitidos, saldo negativo de mais de 3 mil vagas.

“Vacinação é o primeiro passo”

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, a vacinação é o primeiro passo para a estabilização da economia. O empresário salienta a importância da retomada econômica para a geração de empregos.

“A geração de empregos depende do reaquecimento da economia e do consumo. São situações correlatas. Precisamos de uma retomada econômica para que as indústrias voltem a operar com capacidade máxima. Temos um problema subsequente de redução do poder de consumo das famílias brasileiras. As medidas de flexibilização e fomento do governo devem auxiliar na mitigação desse fator”, avaliou Silva, ao citar que mantém boas expectativas para o desempenho na geração de empregos no segundo semestre.

Segundo o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, os números do Caged e da Suframa refletem a retomada da atividade industrial. Conforme o empresário, o principal fator para o crescimento do emprego na indústria é o restabelecimento da confiança do consumidor, que após ser imunizado se sente seguro em realizar compras.

“Confiamos que os próximos meses continuarão sendo animadores, devido à sazonalidade da produção voltada para a concentração de vendas no final do ano. Esperamos manter esse otimismo na geração de postos de trabalho para atender a demanda de consumo desse segundo semestre”, comentou.

Texto: Priscila Caldas

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