Em menos de um mês, o Amazonas saiu da posição de Estado prioritário no programa de imunização do Governo Federal e entrou para o rol das unidades federativas que esperam a chegada das doses no esquema “conta-gotas” do Ministério da Saúde (MS). Com o avanço da segunda onda da pandemia em todo o território nacional, o Governo Federal anunciou que desistiu de enviar vacinas extras para os locais mais afetados. O Amazonas está em primeiro lugar no ranking nacional de vacinação justamente porque vinha recebendo as doses extras. Agora, passa a receber a quantidade proporcional que lhe cabe na divisão entre os Estados.
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EM UM MÊS
Desde janeiro, o Ministério da Saúde vinha reservando 5% do total das doses de imunizantes recebidas para reforçar a vacinação em locais mais afetados, como o Amazonas. Em menos de um mês, passamos da promessa de vacinação acelerada de todos acima de 50 anos para o anúncio de que, a partir de agora, está suspensa a disponibilização do fundo estratégico de 5% e as doses serão distribuídas de forma proporcional e igualitária. A coluna havia previsto, há semanas, a perda desse privilégio com o agravamento da pandemia em todo o País.
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‘CADÊ O ZÉ GOTINHA?’
Em coletiva na manhã desta quarta-feira (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao programa de imunização do MS, lembrando que o governo vacinou 80 milhões de brasileiros em três meses quando ele era presidente da República. “O SUS tem capacidade para vacinar esse País! Cadê o Zé gotinha? O Bolsonaro mandou embora! Pensou que o personagem era petista. Não sigam nenhuma instrução imbecil do presidente da república ou do ministro da Saúde. Tomem vacina”, disse o ex-presidente.
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GÁS DIVIDE OPOSIÇÃO
A votação da “Lei do Gás”, realizada nesta quarta-feira na Aleam, provocou debates acalorados, dividindo até mesmo deputados que costumam se reunir na oposição sistemática ao Governo do Estado. Enquanto Josué Neto (Patriota) fez um empolgado discurso classificando a votação como um marco histórico para o Amazonas, Dermilson Chagas (Podemos) pediu a retirada da votação da lei da pauta. Dermilson alegou que a matéria foi incluída na pauta às 10h, de forma inesperada.
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DUPLA DINÂMICA RACHADA
Dermilson Chagas e Wilker Barreto (Podemos) formaram a tradicional “dupla dinâmica” que se opõe a qualquer matéria advinda do executivo estadual. Eram os únicos a defender a retirada da matéria da pauta. Os debates se transformaram rapidamente em bate-bocas acalorados. Wilker alegava violação de artigos do regimento interno da Casa. No final, o projeto foi aprovado com uma única abstenção de Wilker Barreto. Dermilson mudou de ideia e votou a favor do projeto.
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‘ASNEIRAS’
O bate-boca mais acalorado se deu quando Wilker afirmou na tribuna que ouviu “asneiras” de outros deputados. Josué Neto se exaltou e, aos gritos, pediu que Wilker retirasse a palavra asneira, alegando que se tratava de desrespeito aos demais deputados. Após alguns minutos de gritaria, Wilker aceitou retirar o termo e trocar por “tolices”.
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BELÃO IRÔNICO
Em uma demonstração de fina ironia, o deputado Belarmino Lins (Progressistas) fingiu que fez confusão ao mencionar Dermilson Chagas. “Belão” elogiou o colega se referindo a ele como “esse grande parlamentar Dermilson Mendes”, numa clara alusão ao fato de que Dermilson defende os interesses do ex-governador Amazonino Mendes (Podemos). Ouviu-se gargalhadas no plenário da Aleam.
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A VERDADE
Com poucos conhecimentos técnicos sobre o assunto, o que está por trás da discussão histérica e estéril desta quarta-feira (10) na Aleam é quem poderá ser beneficiado, de fato, com as empresas que ganharão o direito de explorar o gás no Estado. A disputa envolve pelo menos dois grandes grupos empresarias, ambos com histórico de lobbies e de financiamento de candidaturas e projetos eleitorais. A Manausgás, do empresário baiano Carlos Seabra Suarez e a Eneva, que tem no comando Pedro Zinner.
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TRANSPARÊNCIA
Em Audiência Pública promovida pela Comissão de Saúde e Previdência (CSP) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na próxima sexta-feira (12), a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) vai apresentar o 3º Relatório Quadrimestral detalhado da Saúde no Amazonas (RQDA). Na ocasião, será apresentada a execução financeira do Estado no âmbito da saúde, referente aos meses de setembro a dezembro de 2020 e o panorama geral do ano. A prestação de contas será transmitida nas redes sociais e no Youtube da Aleam.
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CALAMIDADE
Após uma viagem à calha do Purus, onde visitou Pauini e Lábrea, municípios atingidos pela cheia do rio, o deputado estadual Adjuto Afonso (PDT) quer que sejam votados em regime de urgência duas Matérias enviadas pelo Executivo. A primeira, trata da concessão de anistia, remissão e renegociação de dívidas de operações de crédito realizadas pela Agência de Fomento do Estado (Afeam). A outra dispõe sobre a concessão de crédito e dispensa de licenciamento ambiental para as atividades agropecuárias e de aquicultura, exercidas por agricultores familiares, enquanto vigorar estado de calamidade pública nos municípios.