A federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP) e homologada nesta terça-feira (19), passou a ser a maior força política tanto na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) quanto na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
No entanto, a formalização da União Progressista representa, para muitos analistas, a união de “água com azeite”.
Até março, durante a janela partidária, é esperado que ocorram desfiliações e novas adesões, o que pode alterar significativamente a configuração do bloco.
A fotografia de hoje pode não ser a mesma no início de abril de 2026, quando os membros efetivos da federação poderão ser bem diferentes dos atuais.
Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam)
Na Aleam, a nova federação já nasce com hegemonia, mesmo sem contar com representantes do PP.
O União Brasil possui a maior bancada da Casa, com seis deputados estaduais: Roberto Cidade, Joana Darc, Adjuto Afonso, George Lins, Mário César Filho e Thiago Abrahim.
Câmara Municipal de Manaus
Na CMM, a federação ultrapassou o Avante, partido do prefeito David Almeida, que tem sete vereadores. O União Progressista agora soma oito parlamentares: seis do União Brasil e dois do Progressistas.
Apesar da composição numérica, ainda não há garantia de unidade. Enquanto os vereadores do União Brasil integram a base de apoio ao prefeito, os dois representantes do PP atuam na oposição.
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Relação com a gestão municipal
Na eleição da Mesa Diretora, os seis vereadores do União Brasil acompanharam a indicação do prefeito e votaram em David Reis (Avante), eleito presidente com 35 votos dos 41 parlamentares.
Três nomes do União Brasil ocupam cargos na Mesa: Everton Assis (1º secretário), Aldenor Lima (2º secretário) e Professora Jacqueline (3ª secretária).
Já o PP seguiu caminho distinto. O presidente estadual da sigla, vereador Rodrigo Sá, votou em seu correligionário Rodrigo Guedes (PP), que recebeu cinco votos.
A proximidade da bancada do União Brasil com a Prefeitura também se confirma em votações de projetos de interesse direto do Executivo, nos quais a legenda tem atuado de forma consistente em defesa da gestão municipal.
Esse cenário gera situações inusitadas: os vereadores Aldenor Lima (União Brasil) e Rodrigo Guedes (PP), que já protagonizaram embates sobre a criação de uma CPI, agora dividem espaço dentro do mesmo bloco federativo.
Resta observar se a federação, ao garantir a maior bancada da CMM, continuará fortalecendo a base do prefeito ou se abrirá espaço para que a oposição, puxada pelo PP, consiga maior influência na Casa.
Peso nacional da União Progressista
No cenário nacional, a União Progressista se consolidou como a maior federação partidária do país. Hoje reúne:
- 109 deputados federais
- 15 senadores
- 6 governadores e 4 vice-governadores
- 186 deputados estaduais e 4 distritais
- 1.335 prefeitos e 1.183 vice-prefeitos
- 12.398 vereadores
A liderança nacional ficará sob comando de Antonio Rueda, presidente do União Brasil. No Amazonas, o diretório estadual do Amazonas será liderado pelo governador Wilson Lima.
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