Alunos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) estrearam na competição internacional promovida pela Worldwide Ferry Safety Association (WSFA) já conquistando o Prêmio Especial por abordar no projeto a Covid-19. Além desta premiação, a UEA ficou em quarto lugar no ranking mundial das Escolas de Engenharia Naval que participaram da competição.
O evento buscava projetar embarcações seguras e acessíveis, com o objetivo de reduzir as fatalidades em balsas e expandir seu uso em todo o mundo. A partir disso, a equipe da UEA desenvolveu uma balsa com capacidade de transportar cerca de 300 passageiros, entre Manaus e Tefé, numa viagem de 20 horas.
Recurso resultou no Prêmio Especial
Por causa da disseminação contínua da Covid-19 no Brasil e a transmissão via transporte fluvial, as equipes foram orientadas a incluir recursos para prevenir a transmissão viral. Para os organizadores da competição a equipe da UEA, denominada Arapaima Gigas, foi a que melhor propôs recursos para combater a proliferação do coronavírus.
Além dos totens de álcool em gel para a higienização das mãos, foi projetado no convés principal um espaço para desinfecção dos tripulantes e passageiros da balsa.
“Tanto na entrada, quanto na saída, as pessoas passariam por uma limpeza. Fizemos também divisórias com PVC, por ser um material barato, para colocar entre redes e poltronas para evitar o contágio”, resumiu a professora Marina Aranha, responsável pela orientação do trabalho da equipe.
Marina revela ainda que o principal diferencial na construção deste projeto foi a instalação de ar-condicionado com luz UVC, que tem ação antimicrobiana, produzida com tecnologia de LED.
“Como não é um material pesado, não é prejudicial ao meio ambiente”, resumiu a professora.
Esperança à interdisciplinaridade
O Arapaima Gigas foi denominado assim em homenagem à Amazônia, por ser o nome científico do pirarucu, o maior peixe da região. A equipe, comandada por Kleyphide Pereira da Silva, tem como integrantes os discentes do curso de Engenharia da UEA, Andrey Felipe Lima, Brendo Xavier Lima, Lauro Benicio Gambizs, Leandra Karolina Batista Leal, Rodrigo Pereira Guerreiro, Vinícius Soares Bechman.
“Na nossa primeira participação, ficamos com um prêmio especial dentre equipes pioneiras que participam da competição desde a primeira edição. Como não ter orgulho?! Fico muito emocionada e lisonjeada de colaborar com meus alunos, pois mais do que uma equipe, nos tornamos uma família”, disse Marina.
A professora acredita que a vitória seja um arauto de esperança e incentivo para os atuantes de Engenharia Naval e incentivo para o restante dos alunos da Universidade, principalmente da Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA), visto que trouxeram a interdisciplinaridade de cursos, mostrando como as Engenharias se conectam.
“Superamos muitos desafios e dificuldades, desde estrutural a emocional, trabalhamos à distância em meio a pandemia, ainda na segunda onda que abalou a todos, juntamos forças e não esmorecemos”, comentou.
Da Redação, com informações da assessoria
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