A UEA é destaque nacional por seu modelo de financiamento alternativo, baseado na contrapartida de empresas que recebem incentivos fiscais na Zona Franca de Manaus (ZFM).
Em reportagem da revista Exame, publicada esta semana, o modelo de financiamento da universidade é usado como exemplo a ser seguido no restante do país para manter e até ampliar o ensino superior e fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico.
As empresas do Polo Industrial de Manaus financiam a UEA em 100% através dos recursos de P&D, fixado por Lei estadual em 1% do faturamento.
Entre 2011 e 2022, o Polo Industrial de Manaus (PIM) destinou quase R$ 4,7 bilhões à UEA.
Graças ao apoio financeiro, a UEA tornou-se a maior instituição de ensino superior multicampi do país, com presença em todos os 62 municípios do Amazonas.
Segundo o estudo “Zona Franca de Manaus: Impactos, Efetividade e Oportunidades”, da FGV/EESP, a Zona Franca de Manaus (ZFM) tem impacto fundamental nos indicadores educacionais.
Os trabalhadores da indústria no Amazonas apresentam uma curva ascendente em seu nível educacional, medido em anos de escolaridade, similar ao de São Paulo.
Isso demonstra que apesar das críticas ao modelo, ao longo dos anos, a ZFM tem sido fundamental para o desenvolvimento econômico e social do Amazonas.
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