Em maio deste ano, o presidente Lula assinou decreto permitindo que o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) pudesse ser gerido por uma organização social com a proposta de impulsionar à criação de novos negócios baseados nos recursos naturais da Amazônia. Pelo menos é o que se espera.
Com o decreto o CBA mudou até de nome, se tornou Centro de Bionegócios da Amazônia. Nesta terça-feira, 25 de julho, foi assinado o contrato de gestão do CBA pelos próximos quatro anos, contrato assinado pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
Com a formalização, a Fundação Universitas de Estudos Amazônicos, a FUEA, se torna oficialmente a organização social gestora do CBA. Políticos, empresários e representantes da comunidade científica marcaram presença no ato de assinatura, o RealTime1 conversou com alguns deles.
Centro de Biotecnologia sai do papel em 2002
Da ideia a criação formal do CBA, passaram-se quase três anos, quando em 2002 o governo de Fernando Henrique Cardoso criou o Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade (PROBEM), que constava do primeiro Plano Plurianual do Governo Federal (PPA).
O CBA então foi instituído em 2002 pelo decreto 4.284, sendo seu sua administração atribuída a um Conselho representado por três ministérios: o MDIC, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Nos primeiros anos o centro foi gerido por Spartaco com um grupo pequeno de pesquisadores oriundos de fundações ligadas a Suframa, como as extintas Fucada e Fucapi e 70% dos recursos bancados pela Suframa.
A marca deste período é o icônico edifício sede, projetado pelo escritório RR Roberto, de Brasília. A inauguração ocorreu em dezembro de 2002 e o valor da obra chegou a R$14,5 bilhões, 71% bancado pela Suframa e 29% pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).