quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Troca de tiros entre empresário e PF durante operação não foi confirmada

Empresário Nilton Lins Júnior, dono do Hospital Nilton Lins requisitado pelo Governo na pandemia, afirma que efetuou tiros de alerta ao ver agentes da Operação Sangria.
COMPARTILHE

A Polícia Federal do Amazonas (PF-AM), ao contrário do que foi divulgado em grupos de WhatsApp ao longo da manhã desta quarta-feira (2), afirmou que não houve troca de tiros entre seus agentes e possíveis alvos da investigação da quarta fase da Operação Sangria.

Uma das equipes que atuava na operação, que buscava cumprir 17 mandados de busca e apreensão em Manaus, testemunhou o empresário Nilton Lins Júnior, de dentro da sua residência, disparar tiros de uma arma de fogo para o alto. Segundo a PF, a ocorrência está em investigação e as medidas cabíveis ainda serão divulgadas.

“O fato ainda é objeto de investigação. A perícia foi feita no local e já estão em procedimento de oitivas os policiais que estavam nesta missão e as pessoas envolvidas”, explicou o superintendente da PF no Amazonas, Leandro Almada, em coletiva de imprensa hoje.

Porém, com o ‘burburinho’ causado nas redes sociais, os advogados do empresário, por meio de nota, confirmaram os disparos, e que Nilton Júnior pensou tratar-se de um novo assalto em sua residência.

No entanto, durante a coletiva da PF, o superintendente Leandro Almada afirmou ser impossível confundir os carros e agentes ostensivamente caracterizados com um assalto. Não houve feridos.

A investigação

Nilton Lins Jr é um dos alvos da Sangria por ser proprietário do Hospital Nilton Lins, requisitado pelo Governo do Amazonas para atender pacientes com Covid-19 na primeira e segunda ondas da pandemia no Estado.

Sobre a operação e o cumprimento de mandados judiciais hoje, os advogados do empresário reafirmaram que o “Grupo Nilton Lins segue firme na disposição em colaborar para o esclarecimento dos fatos perante os órgãos e entidades competentes”.

Texto: Diogo Rocha

Leia Mais:

COMPARTILHE