A Polícia Federal do Amazonas (PF-AM), ao contrário do que foi divulgado em grupos de WhatsApp ao longo da manhã desta quarta-feira (2), afirmou que não houve troca de tiros entre seus agentes e possíveis alvos da investigação da quarta fase da Operação Sangria.
Uma das equipes que atuava na operação, que buscava cumprir 17 mandados de busca e apreensão em Manaus, testemunhou o empresário Nilton Lins Júnior, de dentro da sua residência, disparar tiros de uma arma de fogo para o alto. Segundo a PF, a ocorrência está em investigação e as medidas cabíveis ainda serão divulgadas.
“O fato ainda é objeto de investigação. A perícia foi feita no local e já estão em procedimento de oitivas os policiais que estavam nesta missão e as pessoas envolvidas”, explicou o superintendente da PF no Amazonas, Leandro Almada, em coletiva de imprensa hoje.
Porém, com o ‘burburinho’ causado nas redes sociais, os advogados do empresário, por meio de nota, confirmaram os disparos, e que Nilton Júnior pensou tratar-se de um novo assalto em sua residência.
No entanto, durante a coletiva da PF, o superintendente Leandro Almada afirmou ser impossível confundir os carros e agentes ostensivamente caracterizados com um assalto. Não houve feridos.
A investigação
Nilton Lins Jr é um dos alvos da Sangria por ser proprietário do Hospital Nilton Lins, requisitado pelo Governo do Amazonas para atender pacientes com Covid-19 na primeira e segunda ondas da pandemia no Estado.
Sobre a operação e o cumprimento de mandados judiciais hoje, os advogados do empresário reafirmaram que o “Grupo Nilton Lins segue firme na disposição em colaborar para o esclarecimento dos fatos perante os órgãos e entidades competentes”.
Texto: Diogo Rocha
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