A Polícia Federal deflagrou hoje (2) a quarta fase da Operação Sangria, por meio da qual são investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação e desvio de recursos públicos.
A ação da Polícia Federal cumpriu 25 mandados judiciais, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 19 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária. A Operação Sangria cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Manaus (AM), um deles na casa do governador Wilson Lima (PSC), e os outros dois em Porto Alegre (RS), além de sequestro de bens e valores.
O superintendente da Polícia Federal no Amazonas (PF-AM), Leandro Almada, informou que cinco dos seis mandados de prisão temporária foram cumpridos, nesta quarta-feira (2). Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão.
Em coletiva de imprensa na Superintendência Regional da PF no Amazonas, no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus, Almada não revelou os nomes dos investigados presos e nem qual prisão temporária faltava ser cumprida. Um dos alvos da Operação Sangria, o secretário de Estado de Saúde, Marcellus Campêlo, encontrava-se em viagem de interesse particular. Em nota, a SES-AM informou que o titular da pasta retornou a Manaus “quando tomou conhecimento da operação para se apresentar à Polícia Federal e prestar todos os esclarecimentos necessários”.
Extraoficialmente, os presos na operação são Sérgio José Silva Chalub, proprietário da Líder Serviços de Apoio de Saúde (LTDA), Rafael Garcia da Silveira, da empresa Prime (nome fantasia), Frank Andrey Gomes de Abreu e Carlos Henrique Alecrim John, donos da Norte Serviços Médicos.
**Matéria atualizada às 15h para atualizar informações repassadas na coletiva de imprensa da PF
Texto: Da Redação, com informações da assessoria
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