Conseguir uma resposta objetiva do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) se tornou uma verdadeira via crucis para a imprensa local.
Nem mesmo na reta final de campanha, com pesquisas eleitorais suspensas e sendo publicadas abertamente, e no período onde as denúncias entre candidatos se acumulam, a assessoria de comunicação do órgão consegue atender a imprensa de forma satisfatória.
Aliás, não conseguiu sequer viabilizar uma entrevista com o presidente da Corte Eleitoral do Amazonas, Jorge Lins, desde o início da propaganda eleitoral.
Nem mesmo o Comitê de Combate a Corrupção do Amazonas, que semanalmente vem discutindo as eleições por meio do Podcast “Observatório Político”, tem obtido sucesso neste contato direto com a Justiça Eleitoral.
TRE proíbe, pesquisa é divulgada e fica por isso mesmo
Durante todo o final de semana – desde o início da manhã de sábado (24) – o RealTime1 tenta saber quais as medidas a serem tomadas pelo TRE-AM sobre a divulgação da pesquisa feita pela empresa AR7, embargada pela Justiça Eleitoral ainda no dia 22 de setembro, mas que foi divulgado por um dos candidatos – em releases e nas mídias sociais – e por veículos de comunicação.
Depois de inúmeras tentativas, a assessoria do TRE-AM, limitou-se a responder que seria necessário “entrar em contato com o Ministério Público Eleitoral (MPE), porque é quem recebe denúncias”.
Porém, não tratava-se mais de uma denúncia, mas sim de um questionamento sobre o não cumprimento de decisão judicial, emitida pelo próprio TRE-AM e desconhecida pela sua assessoria.
Quase 24 horas após o primeiro contato com o TRE-AM veio uma outra resposta, sem quaisquer tom certeiro, apenas informando que a desobediência “não implicaria em cassação do candidato mas, talvez, em multa”.
Contatos indicados no site ‘jogam’ ligação de um lado para outro
A reportagem tentou contato com vários setores do TRE-AM, inclusive com os juízes de propaganda, vinculados à Comissão de Fiscalização de Propaganda; com a Secretaria do Judiciário; Ouvidoria; Corregedoria; Assessoria Jurídica da direção geral; entre outros.
O RealTime1 também entrou em contato a Ouvidoria e a Corregedoria do TRE-AM, pelos e-mails: [email protected] e [email protected].
A ouvidoria respondeu, ainda no domingo, informando que o Tribunal funciona no fim de semana sob regime de plantão, de 8h às 13h. “A prestação de serviço extraordinário na secretaria e cartórios eleitorais, com observação de que aos sábados, domingos e feriados, o serviço será realizado de 8h às 13h”, informava o texto.
Já a corregedoria respondeu que no próximo fim de semana, especialmente, no dia 2 de outubro, que ocorre a eleição, o TRE-AM só irá funcionar das 7h às 19h.
No entanto, as ligações para os demais setores ficam num cansativo ‘troca-troca’ de setor, com ramais, inclusive, sem funcionar.
Além do RealTime1, o site O Poder e outros veículos de imprensa também não vem conseguindo retorno satisfatório.
A assessoria de comunicação do Tribunal, nos últimos anos, tem sido um ‘replicador’ de link em grupos de WhatsApp de conteúdos já publicados no site institucional, parecendo ter deixado de lado a relação direta com a imprensa.
Somente no meio da tarde de hoje (26), ainda vagamente, informou que serão “aplicadas penalidades pelo descumprimento”, sem especificar de que forma seriam mesmo questionada sobre o tema.
Da Redação
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