Ao menos 16 processos seletivos contrataram empregados pela AADESAM para atuação em órgãos estaduais. A execução é pública, o quadro completo de pessoal, não.
Editais públicos, processos seletivos, listas de aprovados e profissionais em atividade demonstram que diversos órgãos estaduais utilizam empregados contratados pela AADESAM para prestar serviços permanentes à Administração Pública. O problema começa depois da contratação.
Embora trabalhem diariamente em órgãos estaduais, esses profissionais não integram a folha funcional dessas instituições, porque são contratados por uma entidade privada.
A consequência é objetiva. A folha publicada pelo próprio Estado deixa de revelar todo o contingente de pessoas que efetivamente presta serviço à Administração.
Não se discute a existência da atividade, ela é comprovada pelos editais, pelos resultados homologados e pela atuação dos profissionais.
A pergunta é outra. Como conhecer o custo real da estrutura administrativa se parte da força de trabalho está fora da folha oficial dos órgãos?
A transparência não exige apenas divulgar salários, exige permitir que a sociedade saiba quantas pessoas efetivamente trabalham para cada órgão público, sob qual fundamento jurídico, em que contrato e com quais recursos. Quando essa informação deixa de ser facilmente verificável, a Administração perde uma das condições essenciais da confiança pública: a visibilidade.