A poucas semanas do início da COP30, o The New York Times descreveu a conferência do clima marcada para Belém, como “uma tremenda dor de cabeça” para o Brasil.
O jornal destaca que o governo brasileiro convidou o mundo para a Amazônia, mas não conseguiu garantir o básico: hospedagem acessível para delegações de quase 200 países.
Segundo a reportagem, dois terços das nações ainda não conseguiram reservar quartos, mesmo com a promessa de 53 mil vagas em hotéis e acomodações alternativas para cerca de 50 mil participantes.
Delegados estrangeiros chegaram a sugerir que parte do evento fosse transferida para outra cidade, mas o governo brasileiro rejeitou a ideia.
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Pressão internacional aumenta
Além do impasse logístico, cresce a pressão para que os maiores emissores de gases de efeito estufa assumam compromissos que evitem danos climáticos irreversíveis.
É aí que entra o segundo maior problema: o Brasil está no meio de uma crise diplomática contra o governo dos Estados Unidos. O NYT lembra que os EUA, historicamente o maior poluidor, podem nem enviar representantes de alto escalão.
Para especialistas, a ausência norte-americana somada à falta de estrutura em Belém ameaça o papel de liderança que o Brasil busca na agenda climática.
A COP30, que deveria reforçar a imagem do país como defensor da Amazônia e das metas de descarbonização, agora coloca em evidência fragilidades internas e dificulta a diplomacia ambiental brasileira.
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