quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Terras indígenas no AM estiveram entre as mais ameaçadas em 2021

Dois territórios que o Amazonas divide com outros Estados estão entre os mais afetados pelo desmatamento da Amazônia, segundo pesquisa do Imazon.
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Ações de devastação como garimpo ilegal afetam principalmente as áreas indígenas do Pará e de Roraima, aponta estudo (Foto: Christian Braga/Greenpeace)
Brasil e a França firmaram acordo para intensificar o combate ao garimpo ilegal na Amazônia (Foto: Christian Braga/Greenpeace)

Dois Territórios Indígenas que fazem divida no Amazonas com outros Estados figuram na lista das dez áreas mais ameaçadas pelo desmatamento, segundo levantamento da ONG Instituto do Homem e Meio Ambiente a Amazônia (Imazon). As terras dos Waimirim Atroari (entre Amazonas e Roraima) e Trombetas/Mapuera (Parte do Estado, Roraima e Pará), ocupam respectivamente a 5ª e a 8ª posição no ranking do estudo.

Segundo o Imazon, em 2021, o desmatamento atingiu a maior área da Amazônia brasileira em pelo menos 14 anos. Conforme a pesquisa, que analisa o desmatamento a até 10 km das áreas protegidas na Amazônia, a terra indígena Trincheira/Bacajá, no Pará, foi a mais ameaçada pela destruição nos últimos dois meses de 2021. Além dela, outras sete terras indígenas que ficam em solo paraense estão entre as 10 que tiveram mais ocorrências de desmatamento ao seu redor, o que faz do Pará o estado prioritário para as ações de proteção.

Na comparação do ranking dos dois últimos meses com o consolidado do ano, metade das terras indígenas mais ameaçadas em novembro e dezembro não apareceram na análise que leva em conta todo 2021. São os territórios: Waimiri Atroari (AM/RR), Alto Rio Guamá (PA), Trombetas/Mapuera (AM/PA/RR), Arara da Volta Grande do Xingu (PA) e Koatinemo (PA).

Isso significa que eles são as terras indígenas que mais tiveram ocorrências de desmatamento ao seu redor recentemente, por isso precisam de atenção especial dos órgãos de proteção. “Agir antecipadamente pode impedir que esses territórios apareçam neste ano como os mais ameaçados ou, em um cenário ainda pior, como os mais desmatados”, alerta Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.

Leia a íntegra da pesquisa aqui.

Com informações da Assessoria

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