O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na publicidade e nos gastos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) com o cartão corporativo. A decisão foi tomada após um pedido enviado em maio de 2020 pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), conforme publicou o site Terra.
“A nosso pedido, o @TCUoficial vai apurar gastos de Bolsonaro com cartões corporativos. Para se blindar de investigações de irregularidades, o governo decretou sigilo de despesas, e os gastos disparam, às custas do povo. Tem gente passando fome, presidente!”, escreveu o senador numa rede social.
Bolsonaro excedeu o valor do cartão corporativo que já foi usado pelos ex-presidentes Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB) nos seus respectivos mandatos. Até dezembro do ano passado, presidente tinha gastado R$ 29,6 milhões, um valor 18,8% maior do que os R$ 24,9 milhões consumidos nos quatro anos da gestão Dilma-Temer, segundo levantamento do jornal O Globo.
O acesso à maioria desses gastos, entretanto, está sob sigilo desde a posse de Bolsonaro. Em maio de 2020, o jornal Estadão entrou com uma ação para questionar a recusa do Planalto em relevar esses gastos. Na época, a Justiça Federal se manifestou a favor do jornal e orientou que a Presidência da República retirasse o sigilo e indicasse o teor das compras desde que a descrição das movimentações não comprometesse a segurança do chefe do Executivo.
O responsável pela apuração do caso na Corte será o novo ministro, Antonio Anastasia. Ex-senador pelo PSD de Minas Gerais.
Com informações do site Terra
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