A Ouvidoria da Mulher do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) iniciou, nesta segunda-feira (1º), um ciclo de palestras sobre assédio moral, assédio sexual, violência de gênero e relações respeitosas no ambiente de trabalho.
A primeira atividade reuniu colaboradores terceirizados da Corte de Contas e marcou o início do projeto “Ei, mano, segura tua onda”, iniciativa voltada ao público masculino. A programação seguirá ao longo do mês, com ações de conscientização para diferentes públicos da instituição.
Para a conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, a iniciativa reforça o compromisso do Tribunal com a prevenção de condutas abusivas.
“Essas ações reforçam o compromisso do Tribunal com a promoção do respeito, da igualdade e da prevenção a todas as formas de assédio e violência”, afirmou.
A palestra de abertura foi ministrada pelo advogado e ex-juiz do Trabalho Aldemiro Dantas, que explicou os tipos de assédio, formas de identificar comportamentos inadequados e os impactos dessas práticas nas relações profissionais.
“O conhecimento permite que as pessoas reconheçam comportamentos inadequados, saibam como agir diante dessas situações e contribuam para a construção de ambientes mais respeitosos e seguros para todos”, destacou.
A diretora da Ouvidoria da Mulher, Ana Paula Aguiar, explicou que o projeto nasceu da necessidade de criar um espaço de diálogo específico para homens.
“Percebemos que muitos homens não se sentiam à vontade para discutir esses temas. Por isso, criamos um espaço específico para que eles possam participar, dialogar e compreender seu papel na construção de relações mais respeitosas”, disse.
Além do projeto voltado ao público masculino, a Ouvidoria da Mulher também promoverá o “Ei, mana, não se cale”, com palestras e orientações para mulheres sobre violência de gênero, direitos, acolhimento e redes de apoio.
Segundo Ana Paula, a proposta é fazer com que o conhecimento discutido no Tribunal ultrapasse o ambiente institucional.
“A gente começa no Tribunal, mas a ideia é que essas pessoas sejam multiplicadoras dessa política em suas comunidades, famílias e círculos de convivência”, afirmou.